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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

PRISIONEIROS DO PODER


O texto abaixo foi tirado do Blog COMBATE MILITAR e é assinado por Cirilo d`Almeida. O Blogueiro observa a violência hoje em voga e apresenta sua visão de como o governo esta caminhando para um cerceamento das liberdades individuais e a formação de um Estado Totalitário. Segue então o texto:
Há quase uma geração, a violência vem sendo sustentada, pela elite governamental socialista, para ser usada como ingrediente revolucionário visando o estabelecimento de um poder totalitário. 
A velha imprensa, mantida com dinheiro governamental e  obediente à elite socialista, passa a mostrar que a violência está sem controle do Estado, presente nas escolas, no comércio, nos hospitais... As pessoas começam a trocar o seu estilo de vida com mais liberdade, por um estilo de vida mais limitado, temeroso.
Ao constatar a mudança de comportamento, esperado, do cidadão, a elite socialista distribui suas diretrizes aos "formadores de opinião", no sentido, destes, exigirem leis mais rigorosas, na área de segurança pública, bem como demonstrarem muita indignação pelo aumento exagerado da violência e da impunidade, justamente, para comover a população. A produção de violência movimenta os anseios das massas populares em busca de uma solução da elite governante socialista, enquanto, os decretos administrativos, criados por essa elite, limitam propositadamente a ação do estado no combate a violência, deixando, cada vez mais, as pessoas contrariadas e confusas. Os "formadores de opinião" obedecendo as diretrizes governamentais se fazem porta vozes da sociedade e passam a exigir ações objetivas do governo no combate ao crime.
Com a sociedade desmoralizada e representada, sem legitimidade, pelos "formadores de opinião" chegou o momento de agir. A elite governante socialista, em nome da proteção do cidadão de bem, coloca para ser votado no Congresso, leis que aparentemente irão combater a violência, mas que na verdade restringirão a liberdade de todos, com por exemplo:

"Fica proibido o trânsito de pessoas, pelas ruas da cidade, entre a meia noite  e às seis horas da manhã sem o respectivo salvo conduto. O cidadão que for pego sem este salvo conduto será detido e encaminhado para averiguações".

O toque de recolher feito pelo Estado, hoje, é inaceitável, porém, à medida que a violência ideológica vai crescendo, as pessoas vão tendo medo  de deixar o filho ir à escola, medo de ir à padaria da esquina, medo de ir ao shopping, medo de andar de ônibus, medo de abastecer o carro, medo de ir para o trabalho de madrugada... O toque de recolher, apoiado, pelos "formadores de opinião" será visto como um mal necessário pela sociedade a caminho do comunismo.
A população voluntariamente irá se tornar prisioneira, aceitando, passivamente, viver sob o julgo de um governo totalitário socialista.
As primeiras ações estão ocorrendo no futebol, esporte de massa, o mais praticado no país, onde a torcida aos poucos está sendo proibida de se manifestar, em nome da NÃO VIOLÊNCIA.
Por enquanto, pessoas sem nenhuma autoridade legal estão decidindo o que o torcedor pode ou não usar dentro dos estádios.
Que garantias a população terá no futuro, que pessoas sem poder legal, emanado do povo, não irão "legislar", obrigá-la a usar roupas nas cores vermelhas, ou forçá-la a torcer, para o time de futebol,  representante, de algum "Movimento do Sem Nada"; ou, quem sabe, obrigar as pessoas a se filiarem a algum partido político, para preservarem os seus direitos constitucionais de cidadão?
Dizem que Hítler usou o ingrediente "Pureza da Raça", para estabelecer o nazismo na Alemanha, enquanto Lenin e seus asseclas usaram o ingrediente "Desigualdade das Classes Sociais", para instalarem o comunismo na Rússia.
Será que o Brasil se espelhou no passado da Alemanha nazista, de Hítler, Goebbels, Himmler  e na Rússia comunista de Stálin, Lenin, Trotsky e Beria e escolheu o ingrediente "Violência Ideológica" para se transformar em um Estado Totalitário?

Cirilo d`Almeida”
Blog “Combate Militar”
visitado em 10 de novembro de 2012

Conhecimento do Perigo

O conhecimento traz a luz. O texto a seguir foi tirado do livro que estou lendo. O autor, A.J. Paula Couto, escreveu vários livros que atacavam o PT, porém, o conteúdo destes livros traz, além disto, um conhecimento básico interessante e que desperta ilumina o raciocínio e aguça a curiosidade e a capacidade de questionamento.
Postei um texto que abordava a Guerra Política e a Subversão. O texto a seguir é uma continuação que aponta o conhecimento do comunismo como principal meio de evitar seus malefícios. Ele é cópia do item cinco da segunda parte do livro “O desafio da subversão”:

“5. CONHECIMENTO DAS TÉCNICAS SUBVERSIVAS COMUNISTAS – ou – CONHECIMENTO DO PERIGO.

Os franceses, que a cerca de trinta anos, em suas experiências na Argélia e na Indochina, detectaram um novo tipo de guerra – a Guerra Revolucionária – dentro da qual se inserem a Guerra Política e a subversão -, ao estudarem as condições necessárias ao combate a tal tipo de guerra, colocaram entre elas, em lugar de destaque, o conhecimento pelas elites e pelo público, das hábeis técnicas empregadas pelos subversivos. Desta maneira uns e outros se precaveriam contra o seu envolvimento por elas, muitas das quais caracterizadas por extrema malícia e sutileza, por isso mesmo capazes de recrutar tantos auxiliares para o comunismo. Frize-se, por oportuno, que muitos destes se dizem ardorosos defensores da democracia, a mais liberal possível, o que não os impede, por injustificáveis inocências e desconhecimento, de se aliarem aos maiores inimigos da democracia, sobretudo a liberal, que só interessa a estes, e muito, na medida em que lhes dá a mais ampla liberdade para o desenvolvimento de suas atividades subversivas.
Vejamos como a isso se referem os estudiosos.

DOUGLAS HYDE, em “O Assalto Pacífico” (Editora Fundo de Cultura Brasil-Portugal):
“...os comunistas...aceitam a afirmação de que o comunista triunfará sobre todos os outros sistemas sociais e econômicos existentes... Sem dúvida será possível provar-lhes que estão equivocados,desde que não são somente os comunistas que fazem a história. Mas é incontestavelmente necessário que aqueles que não são comunistas saibam que isto é o que eles pensam e compreendam porque pensam desta maneira.” (13)

DAVID GAÇLULA, em “Contra-Rebelião - Teoria e prática” (Edições GRD – RJ), ao relacionar as condições que tornaram um corpo político resistente à subversão, aponta entre elas o “Conhecimento da guerra contra-revolucionária da parte dos líderes contra-rebeldes. Não basta que os líderes contra-rebeldes sejam resolutos; devem também conhecer a estratégia e as táticas necessárias para combater a rebelião.” (37)

FRED SHWARZ, em “Você pode confiar nos comunistas...” (Dominus Editora – São Paulo) “É possível detestar profundamente o comunismo,e, ao mesmo tempo, servi-lo fielmente e bem.” (188) Esta contradição, segundo o autor, resulta do desconhecimento do que seja o comunismo e, principalmente, das técnicas que usa para ludibriar e atrair os incautos.
“Quando se encontra gente preocupada e motivada deve-se fornecer-lhes esclarecimentos. Uma das formas de fazê-lo é através da literatura. A literatura sobre o comunismo é abundante. Deve ser estudada. Em círculos de estudos, onde as discussões ajudam a compreensão melhorada, obtém-se desenvoltura apreciável. Não há substitutivo para o conhecimento específico.” “O comunismo deveria ser ensinado nas escolas, mas deveria ser ensinado sob diretrizes morais. Ensinado não como alternativa de filosofia econômica, mas com sistema de tirania. O objetivo do ensinamento seria proteger os estudantes contra as sutilezas fraudulentas da dialética comunista...” (189) {comentário do autor em 1989 – (3) até hoje, (1989) no Brasil, esta observação continua atualíssima, pois as entidades estudantis, em sua maioria, são dominadas pela esquerda radical, que ignorou a autocrítica de Gorbachev.}
Entre as condições necessárias para combater a subversão comunista inclui o “Conhecimento”. Sob este título, frisa ele a importância de que se dêem conhecimentos básicos sobre o comunismo, evitando o perigo das informações unilaterais, que podem fornecer ângulos simpáticos à doutrina. Ressalta, ainda, a importância de tornar claro que na luta ideológica de nossos dias, não há como fugir ao dilema básico: Liberdade ou Escravidão.

A.C. PACHECO E SILVA, em “A Guerra Subversiva em marcha.” (Fórum Roberto Simonsem – Vol. XVI – Centro das Indústrias do estado de São Paulo.): “As forças armadas e a polícia não podem,por si sós, preservar o país da ameaça da guerra revolucionária. É preciso que cada cidadão consciente procure combate-la, neutraliza-la, esclarecendo a todos as suas finalidades e os perigos que ela representa para a nossa soberania... Entre nós, muitos são levados a pensar que a guerra revolucionária é um fenômeno espontâneo, conseqüente ao sofrimento, às privações e às frustrações das massas populares, que se rebelam procurando alcançar uma melhor sorte ou conseguir reivindicações que considerem justas. A experiência demonstra que isto não é bem exato. A guerra revolucionária é inteiramente artificial e pré-fabricada. Sua verdadeira causa reside na disposição de uma organização política totalitária de conquistar o poder pela força, pela violência.” (50)
“A população deveria ser alertada quanto a existência de um propósito subversivo e das suas graves conseqüências, que levariam o país ao caos ou a um regime de força, com o cerceamento das liberdades democráticas. É preciso ter vontade firme e perseverante de vencer a subversão e, para isso, é preciso se ter consciência exata do perigo que ela representa e acreditar nos valores que ela visa destruir ou anular.” (52)

REINHARD GEHLEN, em “O serviço secreto” (Biblioteca do Exército Editora e Editora Artenova S.A.): “O papel dominante desempenhado pela ideologia soviética é em geral desprezado e não merece crédito. Estou convencido que somente um amplo e completo conhecimento do inimigo pode proteger-nos...” (296)

ROBERT MOSS, em “O colapso da democracia” (Editora Nórdica Ltda. 1978): “A defesa da liberdade... envolverá a publicação e a disseminação de todo o material disponível a respeito dos perigos atuais para as democracias e a respeito do caráter das táticas totalitaristas, bem como suas ideologias.” (220)

ROCKFELLER BROTHERS FUND, em “O Poder da Idéia Democrática”: “... os homens podem aperfeiçoar as sociedades em que vivem se lhes forem revelados os fatos e se tiverem liberdade para comparar as coisas estabelecidas com a sua visão das coisas como deveriam ser.” (12)

HERMES DE ARAÚJO OLIVEIRA, em “Guerra Revolucionária”: “Os governantes em geral, não acreditam na realidade da Guerra Revolucionária e, pois, não percebem o trabalho surdo que se desenvolve nas suas 1ª e 2ª fases; confundem os “fatores favoráveis” (contradições internas) com a causa determinante da agitação,que é a organização revolucionária.”

GEORGES ALBERTINI, em “Ação Repressiva dos Poderes” (Mensário de Cultura Militar, set/out 61): Referindo-se a necessidade do conhecimento do mecanismo da Guerra Política, diz: “É tudo isso que o Ocidente precisa aprender, para que, finalmente, deixe de ser envolvido pelas iniciativas do Mundo Comunista. Não se trata de transformar nossos magistrados, nossos diplomatas e nossos políticos, em agitadores profissionais, à semelhança dos que existem no Oriente. Trata-se de ensinar-lhes o que o comunismo representa, como age e como lhe resistir. Trata-se de fazer compreender por toda a parte, que esse empreendimento gigantesco não pode ser combatido ideologicamente, nem pela refutação de Marx, nem por sua adaptação ou adoção, pois Marx nada tem a ver com essa luta. Essa ideologia bolchevista, que outra coisa não é senão uma monstruosa maneira de assaltar e conservar o poder, fundamentada em um materialismo básico, irreconciliavelmente incompatível com a essência mesma de nossa civilização espiritual, deve ser conhecida pelas elites do Ocidente em sua verdadeira significação.”

A.J. Paula Couto
“O Desafio da Subversão”
1ª Edição – 1990”

A compreensão da História - O precedente Histórico do Fascismo.


O texto seguinte apresenta uma análise do Professor Sérgio Paulo Muniz Costa, publicada no dia sete de novembro próximo passado. Esta análise trás um alerta da História para fatos recentes ocorridos no País, quando o PT questionou a atuação do Supremo Tribunal Federal no caso do “Mensalão” e às condenações aplicadas. Os grifos foram feitos por mim e o texto do professor foi “postado” em um grupo de discussão “BOP – Ordem e Progresso” do Facebook. Segue o texto:
"A História, fonte de conhecimento para tantas ciências sociais, é um caminho para a compreensão dos acontecimentos. Hoje, dispomos de muitas referências históricas para o entendimento das estruturas políticas contemporâneas, mas o megaestudo de caso das patologias sociais que ainda inquieta corações e mentes do século 21 é o que ocorreu na Alemanha há oitenta anos, o mais documentado episódio da era dos equívocos. Uma combinação trágica de voluntarismo com populismo.

O historiador Joachim Fest conta a resposta do indivíduo central dessa tragédia quando pediram a ele que considerasse a paz com a União Soviética, no outono de 1943: "Sabe, Ribbentrop, se eu entrar em acordo com a Rússia hoje, acabo declarando guerra novamente amanhã – esse é meu jeito". No caso, o "jeito" de Hitler significou a maior destruição da Europa do Leste desde a invasão mongol do século 13.
Um outro biógrafo de Hitler, Ian Kershaw, mostra como "planejadores, organizadores, teóricos da dominação e os tecnocratas do poder na liderança das SS viram a Polônia como um playground experimental" e, junto com políticos, servidores públicos "inventivos", oficiais e soldados, foram mortalmente eficazes na convicção de estarem "trabalhando para o Führer" – o que se explica naquilo que Renzo de Felice identificou como o "mito do chefe", essencial para um "regime político de massa".
 Povos se agitam e entram em conflito pelo que lhes parece justo. Como as pessoas, acertam e erram – mas como coletividades, seus acertos e erros são incomensuravelmente mais extensos e profundos à luz da História. Hoje, após muitos desastres, nossa civilização vive a pretensão de evitar o mal antes que se consume.
A devastação moral da Alemanha nazista ensina que não há equívoco atribuível a um só indivíduo, nem coletividades inocentes perante os infortúnios que ocorrem. O caso alemão foi um exemplo extremo de como energia, capacidade e determinação de um povo podem causar tanto mal.
Mais importante é a lição daí extraída: não há povos melhores do que outros a ponto de não correrem risco de errar. Com suas crenças, rivalidades e vulnerabilidades, todos estão sujeitos ao erro e a única coisa que parece diminuir sua extensão é o medo de cometê-lo.
O medo de errar fez da política também a arte de causar o menor mal possível, a nós e aos outros. Na organização das sociedades isto tem nome: instituições. Povos que souberam promover sua liberdade, segurança e prosperidade trataram de construir, em primeiro lugar, a forma de se governar de acordo com a lei a ser obedecida por quem vai governar.

Essa instituição, a primeira de todas, tem nome: Constituição.

O que a História ensinou nesta parte do mundo é que o governo não faz a Constituição: cumpre-a. Isto também tem nome: democracia. Portanto, quando o mito do chefe supera as instituições, a democracia está em risco.
É o que está acontecendo no Brasil. O partido político que governa o País há quase uma década se recusa a acatar o julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a prática política que o envolve no maior escândalo de corrupção de nossa história. Essa afronta às instituições, à Constituição e à democracia é justificada no discurso petista pelas "mudanças" que Lula teria promovido no País. O que a militância petista não percebe é que esse discurso coloca seu líder em estranha posição (que ele negou muitas vezes), semelhante à de um certo cabo Adolfo que mudou a Alemanha à custa de suas instituições, Constituição e democracia.
Em relação ao julgamento dos golpistas de Munique em 1924, como asseverou John Toland, "o sentido político das acusações [...] contra Hitler, Ludendorff e mais oito acusados ultrapassava de muito o destino pessoal de cada um dos réus. A nova república e a democracia também estavam em julgamento".
Acossada por todos os lados, a República de Weimar deveu sua sobrevida também à condenação de alguns dos responsáveis pelo Putsch, o principal deles Hitler, que, no entanto, sairia da prisão antes do prazo de detenção, ovacionado como herói graças à propaganda e à intimidação à Suprema Corte da Baviera.
Está fora de questão que esta República no Brasil se deixe intimidar, uma tentativa que deve causar a mais viva indignação à sociedade e, muito particularmente, aos militantes do PT.
Afinal, o precedente histórico também tem nome: fascismo.

Sérgio Paulo Muniz Costa
é historiador
Publicado no Diário do Comércio
em 07/11/2012"

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ascensão do Partido dos Trabalhadores – PT


      No final da década de 1970 o sindicalismo voltava como movimento representativo dos trabalhadores, principalmente os metalúrgicos de São Paulo. Eles estavam se organizando e tomando o espaço político deixado vago pelo Comando Geral dos Trabalhadores (CGT) desde março de 1964. O Concílio de Puebla realizado no México externava a posição da Igreja Progressista e a doutrina da Teologia da Libertação.  No Brasil a anistia e o fim do período do Governo Militar davam liberdade para que movimentos de esquerda voltassem a atuar fora da clandestinidade. Neste cenário conturbado por greves, muitas delas de cunho político ideológico, surgiu o Partido dos Trabalhadores (PT).
O PT foi fundado no dia 10 de fevereiro de 1980, no Colégio Sion, em São Paulo. Logo sobrepujou os partidos nominalmente comunistas, que, dada a sua origem e formação sindical, conseguia superá-los no aliciamento e no controle das massas. Esse crescimento foi amplamente auxiliado pela Igreja Progressista, que com suas idéias, o apelo e o carisma que a instituição Igreja possui, atraia grandes segmentos da população para a luta por objetivos temporais seguindo a doutrina da Teologia da Libertação.
O Partido, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva e outras lideranças de trabalhadores, é eminentemente revolucionário. No início contou com a adesão de várias lideranças ideológicas, stalinistas, trotskistas, militantes do clero progressista, marxistas e outros extremistas, que estavam insatisfeitas com a linha mais branda adotada pelo Partido Comunista (PC) no Brasil. A convicção e a determinação com que os líderes do PT anunciam seu objetivo maior de conquistar do poder, a serviço do socialismo marxista, mostram o caráter fanático de seus filiados.
Segundo João Amazonas: “No momento de reorganização dos partidos políticos, os trotskistas de diferentes tendências, sem exceção, integram-se maciçamente ao Partido dos Trabalhadores. Cobrindo-se com a bandeira do PT, tratam de ligar-se às massas. Com o tempo e astúcia foram se assenhoreando de posições importantes nesse partido, que surgira de lideranças sindicais envolvidas nas lutas grevistas de 78/80, sem experiência política”. O Partido dos Trabalhadores foi oficialmente reconhecido como partido político pelo Tribunal Superior de Justiça Eleitoral no dia 11 de fevereiro de 1982.
Continuando com seu crescimento o PT, valendo-se de sua cúpula oriunda do sindicalismo, cria a Central Única dos Trabalhadores (CUT), que foi fundada em 28 de agosto de 1983, na cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT). A CUT é hoje a principal ferramenta do PT para mobilização das massas, controlando vários sindicatos representativos, sendo capaz de organizar greves políticas, que causam prejuízos à população e ao País. Por esse motivo e para a manutenção deste controle a CUT sempre se posicionou contra a elaboração de um pacto social.
Hoje o PT esta no poder a dez anos e continua executando seu plano a serviço do socialismo marxista, insistindo em uma ideologia que já se mostra obsoleta e inadequada para a sociedade atual. Uma ideologia reprovada pela Rússia e moldada pela China.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Guerra Política ou Subversão - Conceitos de Guerra Política



Significado de Subversão: segundo o dicionário on-line de português (http://www.dicio.com.br/subversao/); Subversão é: “s.f. Ação ou efeito de subverter; prática de atos subversivos; revolta, insubordinação contra a autoridade, as instituições, as leis e os princípios estabelecidos.” O fenômeno da subversão tem um conteúdo eminentemente psicológico, no qual as “liberdades democráticas” são exploradas ao máximo da tolerância legal pelo agente subversivo que permanece oculto pela cortina da coexistência pacífica, operando ativamente em busca do estabelecimento de suas convicções e domínio do Poder do Estado.
Guerra Política, ou Guerra Revolucionária, pode ser definida, segundo Paula Couto, “como sendo o conjunto de atividades, de caráter, sobretudo, político-psicológico, inserido no quadro mais amplo da guerra revolucionária, cooperando na conquista dos objetivos desta guerra (conquista física e psicológica das populações, como objetivo intermediário, e conquista do poder como objetivo final) com o uso de meios não violentos e, de preferência, legais.” (“Desafio da Subversão” – Editora Vulcão Social – Porto Alegre 1990, página 50).
Segundo estudiosos do tema, a doutrina da Guerra Política foi desenvolvida por teóricos marxista-leninistas e é usada amplamente pelos movimentos de cunho revolucionário. Tem seu ambiente ideal na “coexistência pacífica”, que facilita a quebra das possíveis resistências de uma sociedade livre. As táticas são amplamente utilizadas fora do campo militar buscando destruir os regimes de liberdade instaurados estabelecendo a hegemonia do poder absolutista e totalitário.
A guerra suja usa como mecanismos de ação a propaganda, a infiltração, a corrupção, a sabotagem, as sublevações e a guerrilha, atuando no meio da sociedade e evitando o engajamento militar, comuns a uma guerra convencional. Estudiosos enumeraram indícios da ocorrência do fenômeno “Guerra Revolucionária”, que testemunham a subversão vigente e seus objetivos. Dentre eles estão:

Desmoralização e isolamento dos EUA;
Desmoralização do Capitalismo;
Desmoralização de personalidades históricas, políticas e militares do ocidente;
Desmoralização do anticomunismo;
Desmoralização da polícia;
Degradação dos valores do Mundo Ocidental;
Coexistência pacífica;
Plenitude democrática;
Apropriação da palavra “democracia”;
Infiltração (semeadura ou entrismo);
Assalto à Educação;
Imagem simpática das coisas e doutrinas comunistas;
O cinema político; e
Colocação dos Valores econômico-sociais em posição de supremacia em detrimento dos valores ético-espirituais e morais.

Há cerca de vinte anos escrevia Paula Couto em seu livro “O Desafio da Subversão”, página 80, já apresentado: “Há uma busca difícil de lideranças autenticamente democratas, que possam ser lançadas como candidatos à Presidência da República, à feição de candidatos da esquerda, já definidos. Entre eles o Presidente do PT, justamente o partido que, prevalecendo-se das liberdades da Nova República, é o maior responsável por essa deterioração. E o que aconteceria se, usando os votos das massas psicologicamente impregnadas, fosse ele alçado à condição de Presidente da República? Não seria muito difícil imaginar o Brasil com todos os Ministérios e cargos de segundo e terceiro escalões ocupados por partidários do Sr.Lula.” Hoje estamos exatamente na situação imaginada ou prevista. Como respondemos à essa questão? Estaria o plano de Poder acabado ou ainda restariam luzes capazes de iluminar a verdade e impedir que sejam retiradas as liberdades do Brasil.
A subversão agora esta no Poder?

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A História Oficial de 1964

       Olavo de Carvalho escreveu um texto, publicado em "O Globo", que eu considero importante para a compreensão da motivação do Blog. Ele conta a História da revolução de março de 1964. O texto mostra que tanto os Comunistas como a Extrema-direita Civil se preparavam para um levante e participaram dos fatos que levaram à revolução. Serve também como subsídio a ser usado pela Comissão da Verdade. Segue então o texto, boa leitura:


"Se houve na história da América Latina um episódio sui generis, foi a Revolução de Março (ou, se quiserem, o golpe de abril) de 1964. Numa década em que as guerrilhas e atentados espoucavam por toda a parte, sequestros e bombas eram parte do cotidiano e a ascensão do comunismo parecia irresistível, o maior esquema revolucionário já montado pela esquerda neste continente foi desmantelado da noite para o dia e sem qualquer derramamento de sangue.
O fato é tanto mais inusitado quando se considera que os comunistas estavam fortemente encravados na administração federal, que o presidente da república apoiava ostensivamente a rebelião esquerdista no Exército e que em janeiro daquele ano Luis Carlos Prestes, após relatar à alta liderança soviética o estado de coisas no Brasil, voltara de Moscou com autorização para desencadear – por fim! – a guerra civil no campo. Mais ainda, a extrema-direita civil chefiada pelos governadores Adhemar de Barros de São Paulo, e Carlos Lacerda, da Guanabara, tinha montado um imenso esquema paramilitar mais ou menos clandestino, que somava não menos de 30 mil homens armados de helicópteros, bazucas e metralhadoras e dispostos a opor à ousadia comunista uma reação violenta. Tudo estava, enfim, preparado para um formidável banho de sangue.
Na noite de 31 de março para 1º de abril, uma mobilização militar meio improvisada bloqueou ruas, pôs a liderança esquerdista para correr e instaurou um novo regime num país de dimensões continentais, sem que houvesse, na gigantesca operação, mais do que duas vítimas: um estudante baleado na perna acidentalmente por um colega e o líder comunista Gregório Bezerra, severamente maltratado por um grupo de soldados no Recife. As lideranças esquerdistas, que até a véspera se gabavam de seu respaldo militar, fugiram para dentro das embaixadas, enquanto a extrema-direita civil, que acreditava ter chegado a sua vez de mandar no país, foi cuidadosamente imobilizada pelo Governo Militar e acabou desaparecendo do cenário político.
Qualquer pessoa no pleno uso da razão percebe que houve aí um fenômeno estranhíssimo, que requer investigação. Mas a bibliografia sobre o período, sendo de natureza predominantemente revanchista e incriminatória, acaba por dissolver a originalidade do episódio numa sopa reducionista onde tudo se resume aos lugares comuns da “violência” e da “repressão”, incumbidos de caracterizar magicamente uma etapa da história onde o sangue e a maldade pareceram bem menos do que seria normal esperar naquelas circunstâncias.
Os 300 esquerdistas mortos após o endurecimento repressivo com que os militares responderam à reação terrorista da esquerda, em 68, representam uma taxa de violência bem modesta para um país com mais de cem milhões de habitantes, principalmente se comparada aos 17 mil dissidentes assassinados pelo regime cubano numa população 15 vezes menor. Com mais nitidez ainda, na nossa escala demográfica, os dois mil prisioneiros políticos que habitaram nossos cárceres foram rigorosamente um nada, em comparação aos cem mil que abarrotavam as cadeias daquela ilhota do Caribe. É ridículo supor que, na época, a alternativa ao golpe militar fosse a normalidade democrática. Essa alternativa não existia: a revolução destinada a implantar aqui um regime de tipo fidelista com o apoio do Governo soviético e da Conferencia Tricontinental de Havana já ia bem adiantada. Longe de se caracterizar pela crueldade repressiva, a resposta militar brasileira, seja em comparação com os demais golpes de direita na América Latina, seja com a repressão cubana, se destacou pela brandura de sua conduta e por sua habilidade de contornar com o mínimo de violência uma das situações mais explosivas já verificadas na história deste continente.
No entanto, a historiografia oficial – repetida ad nauseam pelos livros didáticos, pela TV e pelos jornais – consagrou uma visão invertida e caricatural dos acontecimentos, enfatizando à demência os feitos singulares de violência e omitindo sistematicamente os números comparativos que mostrariam – sem abrandar, é claro, a sua feiura moral – a sua perfeita inocuidade histórica.
Por uma coincidência das mais irônicas, foi a própria brandura do Governo militar que permitiu a entronização da mentira esquerdista como história oficial. Inutilizada para qualquer ação armada, a esquerda se refugiou nas universidades, nos jornais e no movimento editorial, instalado aí sua principal trincheira. O Governo, influenciado pela teoria golberiniana da “panela de pressão”, que afirmava a necessidade de uma válvula de escape para o ressentimento esquerdista, jamais fez o mínimo esforço para desafiar a hegemonia da esquerda nos meios intelectuais, considerados militarmente inofensivos numa época em que o Governo ainda não tomara conhecimento da estratégia gramciana e não imaginava ações esquerdistas se não de natureza insurrecional, leninista. Deixados à vontade no seu feudo intelectual, os derrotados de 64 obtiveram assim uma vingança literária, monopolizando a indústria das interpretações do fato consumado. E, quando a ditadura se desfez por mero cansaço, a esquerda, intoxicada de Gramsci, já tinha tomado consciência das vantagens políticas da hegemonia cultural, e apegou-se com redobrada sanha ao seu monopólio do passado histórico. É por isso que a literatura sobre o regime militar, em vez de se tornar mais serena e objetiva com a passagem dos anos, tanto mais assume o tom de polêmica e denúncia quanto mais os fatos se tornam distantes e os personagens desaparecem nas brumas do tempo.
Mais irônico ainda é que o ódio não se atenue nem mesmo hoje em dia, quando a esquerda, levada pelas mudanças do cenário mundial, já se vem transformando rapidamente naquilo mesmo que os militares brasileiros desejavam que ela fosse: uma esquerda social-democrática parlamentar, à européia, desprovida de ambições revolucionárias de estilo cubano. O discurso da esquerda atual coincide, em gênero, número e grau, com o tipo de oposição que, na época, era não somente consentido como incentivado pelos militares, que viam na militância social-democrática uma alternativa saudável para a violência revolucionária.
Durante toda a história da esquerda mundial, os comunistas votaram, a seus concorrentes, os social-democratas, um ódio muito mais profundo do que a liberais e capitalistas. Mas o tempo deu ao “renegado Kautsky” a vitória sobre a truculência leninista. E, se os nossos militares tudo fizeram justamente para apressar essa vitória, por que continuar a considerá-los fantasmas de um passado tenebroso, em vez de reconhecer neles os precursores de um tempo que é melhor para todos, inclusive para as esquerdas?
Para completar, muita gente na própria esquerda já admitiu não apenas o caráter maligno e suicidário da reação guerrilheira, mas a contribuição positiva do regime militar à consolidação de uma economia voltada predominantemente para o mercado interno – uma condição básica da soberania nacional. Tendo em vista o preço modesto que esta nação pagou, em vidas humanas, para a eliminação daquele mal e a conquista deste bem, não estaria na hora de repensar a Revolução de 64 e remover a pesada crosta de slogans pejorativos que ainda encobre a sua realidade histórica?

Rio de Janeiro, 19/01/1999 em O Globo

Olavo de Carvalho
Filósofo
                                                                                     escritor" 

"O preço da Liberdade é a eterna vigilância."  Brig. Eduardo Gomes.

Objetivos - o segundo texto


LOGÍSTICA DO GOLPE

OBJETIVOS:
  1. Deter, a priori, o avanço das esquerdas através de método persuasório e intimidatório, com a diminuição, inclusive, dos espaços cedidos a elas por alguns veículos de comunicações.
  2. Conter o maniqueísmo da direita, contrário à “modus vivendi”, no regime pluralista-democrático.
  3. Aglutinar (Logística Civil), numa correlação de forças, todos os políticos de tendências liberais, conservadoras e dissidentes das alas extremas, num só Bloco, representando o Pêndulo Político, encarregado de dar apoio ao governo, manter a estabilidade institucional e preservar o regime democrático. Isocronicamente, este Pêndulo se movimentaria no sentido retilíneo, numa direção única de ação política, afastando com o movimento do disco, ora para a esquerda, ora para a direita, os grupos radicais posicionados no leito da via democrática.

EM TEMPO:
Este trabalho poderá ser amplamente divulgado, respeitando, no entanto, a integridade do texto, endereço e autoria.
O ideal seria sua divulgação através da distribuição direta aos participantes de qualquer movimento grevista ou “badernaço” no exato momento em que tais movimentos se desencadeiam ou se realizam.
Os autores continuam a disposição daqueles que de maneira incisiva e ostensiva, mas sob anonimato, desejam externar suas idéias e opiniões, seguindo a mesma linha de raciocínio do tema “Logística do Golpe”. Bastante enviar os recursos financeiros necessários e a matéria em forma de minuta a fim de receber a roupagem do vocabulário jurídico e forma de tese; sempre que possível manteremos a idéia e os objetivos básicos da mensagem original, caso os mesmos não colidam com as leis vigentes.

Rio de Janeiro, julho de 1987

Dr. João José da Silva e
Dr. Esdras Bernardino Ribeiro