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sexta-feira, 20 de junho de 2014

O EXÉRCITO NA COPA por Vanderlei Teixeira


O texto que se segue, de autoria do Coronel Vanderlei, colaborador do sitio "Exército Brasileiro - Turmas de Oficiais do Exército" formados de 1975 a 1983" foi enviado para meu e-mail. Ele apresenta sua visão da situação atual no País, enfocando o Exército Brasileiro (EB) dentro da Copa do Mundo de Futebol. Mostra o tipo de emprego dado à Força Terrestre pelo atual governo e destaca que esse emprego serve para atestar a falência institucional das Polícias Federal e Estaduais e a conveniente militarização do País em ano de eleição. Boa leitura. 
 

"A poucos dias do início dos jogos a Presidente do Brasil diz que “não vai ter baderna na copa”, que “a imagem do País está em jogo” e que “poderá usar o Exército contra os protestos”.
Sete anos passados desde que o governo do PT assumiu junto à comunidade internacional e em particular com a FIFA o compromisso de realizar uma série de mudanças nas principais estruturas do país que teriam ligação direta com a realização dos jogos da copa do mundo. Isso serviria para atender as demandas das delegações estrangeiras, dos turistas do mundo inteiro e posteriormente dos brasileiros mortais que por aqui resistissem.
Construção de estádios, melhorias na mobilidade urbana, na rede de assistência hospitalar, nos aeroportos, na segurança pública e em tudo aquilo que fosse útil ao bom andamento da competição e ficasse como legado ao povo brasileiro. Na reta final para o início da competição, que deverá ser de alto nível nos gramados, vemos que muito do que foi prometido, a título de aproveitamento político de ocasião, não foi cumprido pelo governo.
Devemos acreditar na nossa capacidade de gerenciar os estádios construídos ou reformados, com injeção de recursos públicos, de forma que eles venham a trazer algum retorno financeiro futuramente. Não será fácil tirar da cabeça dos brasileiros o fato de que muito dinheiro foi desviado na construção desses monumentos. Seria mais adequado investir na saúde, na educação, na segurança, na mobilidade urbana e nas estradas. De resto, nada leva a crer que o saldo dessa investida será algo que valeu a pena pelo que foi imposto de sacrifício ao povo brasileiro.
Para a realização de eventos dessa envergadura faz-se necessário uma eficiente rede de atendimento hospitalar. Numa avaliação sumária, realizada apenas por amostragem nas capitais sedes dos jogos, o que se constatou foi o que já sabemos e com o que convivemos nos dias normais da vida do brasileiro. Os hospitais sofrem com superlotação, obras inacabadas, aparelhos de uso médico sem funcionar, baixo estoque de medicamentos básicos, escassez de leitos, profissionais de saúde insuficientes para o atendimento e outras tantas mazelas da saúde pública brasileira que nos atormenta diuturnamente. Certamente os nossos políticos, os dirigentes e comitivas dos países visitantes não serão atingidos pelo caos do sistema caso dele necessitem. Vamos pensar positivamente e acreditar que não haverá qualquer incidente mais grave que venha a aumentar a demanda nos hospitais das cidades sede dos jogos, nem mesmo um ataque maciço do mosquito da dengue, pois seria o fim do sistema de saúde do Brasil. Geraldo Ferreira, presidente da Federação Nacional dos Médicos, criticou o governo federal por nunca ter criado uma rubrica para Saúde na Copa e diz que "o brasileiro tem que confiar na proteção de Deus" diante desse cenário. Baderna na saúde?
O “TREM BALA” passou a mil por hora e nós brasileiros perdemos a chance de embarcar nessa viagem rumo ao futuro. As promessas foram muito além da capacidade de planejar e gerenciar a execução. Muito pouco se fez em relação à mobilidade urbana nas cidades. Os governos do PT nos últimos 12 anos fizeram da aquisição do carro próprio mais uma bandeira da ilusão a que os brasileiros são submetidos. Através desse instrumento elegeram a indústria automobilística como uma das maiores beneficiadas com o sacrifício do povo. Em nome de uma falsa base de sustentação da economia deixaram as nossas cidades sufocadas pelo transito caótico e pela poluição. Não melhoraram adequadamente o transporte público coletivo e de massa, não tiveram competência para realizar os investimentos que eliminassem os gargalos de congestionamento nas vias urbanas e nem conseguiram mudar o péssimo estado das nossas estradas. Baderna na mobilidade?
Um comandante de aeronave assim se expressou: "Senhores passageiros, pedimos um pouco de paciência a vocês. Estou vendo aqui pelo menos oito aeronaves aguardando vaga para estacionar, então teremos que aguardar a autorização para o desembarque". A espera se estendeu muito mais para quem precisou pegar um táxi. "Nossos aeroportos ficaram muitos anos sem nenhuma intervenção física e agora nós estamos correndo contra o tempo para colocá-los de novo na lista dos melhores aeroportos do mundo", disse o Ministro Moreira Franco. O governo brasileiro teve sete anos para executar o que já devia ter sido planejado antes de lançar o Brasil como candidato a sediar a copa. No entanto, as intervenções físicas mencionadas pelo ministro só começaram a ocorrer nos últimos anos e a poucos dias do início da competição a maioria delas ainda não foi entregue e só o será após o evento esportivo. Alguns problemas expostos na infra-estrutura aeroportuária das cidades sede do torneio confirmam que os aeroportos brasileiros não estão prontos para receber o grande fluxo de brasileiros e estrangeiros que por eles devem circular. Além do que, como bem expressou a Presidente Dilma, o padrão que estão buscando no seu governo para os nossos aeroportos está mais para um “made in China” do que para o “padrão FIFA”. Baderna nos aeroportos?
O mundo está vendo as imagens bem negativas do nosso país nesses momentos que antecedem a Copa. A constatação crescente da criminalidade, o clima generalizado de greves e a promessa de vários movimentos que podem vir a prejudicar o andamento dos jogos. Até os “índios” andam dando flechadas nos policiais em plena Esplanada dos Ministérios, em Brasília, a capital Federal. Nesses termos, o sentimento geral da população brasileira e do estrangeiro é o de que serão submetidos a uma grande aventura para participar dos jogos nos estádios e usufruir dos atrativos turísticos nas cidades para as quais se deslocarem. A insegurança no cotidiano do brasileiro tem sido um verdadeiro massacre. Todos os dias ocorrem assaltos, estupros, sequestros relâmpagos, crimes hediondos, corpos são esquartejados, tráfego de drogas sem controle e outros que se proliferam. Enquanto isso o governo federal insiste em manter uma política de faz de conta em relação aos criminosos e suas bases de sustentação, nas cidades e nas nossas fronteiras. A situação faz crer que o crime está compensando. Na política do governo existem posições que tem contribuído sobremaneira para a desintegração da família e com ela o desequilíbrio na sociedade. Tudo isso está na pauta das reivindicações que se instalaram no país desde junho de 2013. Não se tem dado a devida atenção e não há concentração de esforços no sentido de dar a tranquilidade para o cidadão de bem. Este passou a ser refém do sistema e está enclausurado no seu espaço restrito. A bandidagem se sente cada vez mais livre e acobertada por setores que tratam dos direitos humanos. O policial é visto e tratado como bandido. Baderna na segurança?
Os governos do PT não foram capazes de equacionar a solução dos principais problemas que agora estão aos olhos do mundo. Em ano eleitoral corre atrás do prejuízo e tenta tapar o sol com a peneira. O desespero tomou conta do Planalto e o barco está à deriva. Um governo cujos cargos de decisão e execução em todos os níveis estão tomados de assalto pelo viés político/ideológico, em detrimento do técnico e do mérito. Nesse momento de exposição vem à tona a mais completa ironia do destino. Aqueles a quem tanto bombardearam e sobre quem continuam a lançar o veneno da discórdia agora são elevados a “salvadores da pátria”. O Exército foi lançado como peça de manobra para a solução dos inúmeros problemas que envolvem a segurança pública, que é papel da polícia federal e das polícias estaduais. Para não comprometer a “imagem do Brasil” nos dias de jogos a Presidente Dilma lança mão do aparato militar sem qualquer constrangimento. Justo ela e seu partido que tanto lutaram contra as “ações arbitrárias” dos integrantes dessa Instituição. Não é de hoje que a imagem do Brasil está comprometida nesse governo onde proliferaram as falcatruas nos porões do poder central. Onde os favores nunca foram tão exaustivamente manipulados em negociatas que saltam aos olhos. Tentam até descortinar as ações da justiça e subordinar as decisões do STF, desrespeitando os limites legais que deveriam naturalmente acatar. O que está nesse jogo é a independência dos poderes e a própria democracia brasileira. Baderna no governo?
O Exército brasileiro hoje e sempre estará cumprindo o seu dever constitucional. A garantia da lei e da ordem sempre esteve presente no desempenho da sua missão. Há 50 anos fez valer exatamente o que hoje estão a clamar da sua atuação. Os que estiveram sob a mira das ações de outrora para a preservação da democracia hoje estão a chamá-lo para cumprir mais uma nobre missão. A baderna instalada e a prevista serão controladas com a eficiência e competência das polícias estaduais e federal, como manda a lei. Na hipótese de uso da força verde-oliva e das coirmãs não haverá sobressaltos. No entanto, os hipócritas de ontem, que trabalham em surdina para desmoralizar a instituição militar, estão hoje a buscar a sua cobertura. Qualquer incidente de maior vulto poderá ensejar a possibilidade do descontrole no confronto com a massa de manifestantes. É nesse estágio que a Comandante em Chefe deverá ser cobrada e responsabilizada pelo desfecho imprevisível. Estará ela alertada e preparada para tal? Ou se esquivará e prevalecerá à mentira como fuga no momento final? Sem baderna, na copa ou fora dela, estaríamos muito melhor se os nossos políticos assumissem as suas responsabilidades legais.
A decisão do governo federal, chancelada pela Presidente Dilma, foi militarizar provisoriamente o país. Com receio de assumir as consequências da “política da baderna” deixa transparecer que o recurso autoritário está bem arraigado nas suas opções de poder. Ao “chamar o Exército” para o controle da ordem pública está determinando a falência da segurança dos Estados, o que demandaria a declaração do “estado de sítio” para justificar a intervenção. Mas não é o politicamente correto e falta coragem para tomar essa decisão. Isso já se sabe.
Enquanto isso, "Daqui para frente é ciberterror total contra o governo e grandes corporações envolvidas na Copa. Pode até ter Copa, mas não como eles planejavam". Assim se expressou o hacker conhecido nas redes sociais como AnonManifest que invadiu a rede interna do Itamaraty e que promete novos ataques durante a copa.

Nos trinta dias de competição o Brasil estará sendo vendido como uma terra e uma gente de bem com a vida. Passada a bonança, sob o manto verde-oliva, virá à tempestade, pois tudo voltará ao “normal”. A taça poderá até ser nossa na disputa das quatro linhas do gramado. Mas a vitória do Brasil só se dará muito depois da comemoração. Ela virá no momento em que os nossos governantes e políticos tiverem a capacidade de liderar o nosso povo para que juntos tenhamos um país digno, honrado e respeitado aos olhos do mundo".


FRANCISCO VANDERLEI TEIXEIRA DE OLIVEIRA
Coronel EB
9 de junho de 2014


Fonte: Site AMAM75-83 - Exército Brasileiro - Turmas de Oficiais do Exército" formados de 1975 a 1983
(
http://www.aman75-83.com.br/art/art.php?id_art=%20echo%20356)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

LIÇÕES DE 31 DE MARÇO – por Alexandre Garcia

Divulgando as lições aprendidas pelo jornalista Alexandre Garcia com o contragolpe de 31 de março de 1964. Ele narra a situação fomentada por Francisco Julião, Brizola e José Serra, que provocavam com seus discursos a revolta dentro das FFAA. Fala também de duas situações vivenciadas de ataques subversivos, respectivamente pelo Grupo dos Onze e pela VAR Palmares. A história não deve ser escondida nem manipulada. Boa leitura.

"Na manhã de 31 de março último, a rádio Estadão de São Paulo, perguntou-me quais as lições a tirar do golpe de 1964. Fui para o exemplo mais próximo e mais atual: a Venezuela. O governo bolivariano vai pouco a pouco tirando as liberdades essenciais: de opinião e de livre manifestação, e usa forças cubanas como auxiliares. O presidente é um incompetente, a economia vai mal, a petroleira estatal é usada pelo governo e pouco a pouco se instala um golpe de estado sem que as pessoas percebam que vão ficar amarradas a um regime totalitário, a exemplo de Cuba.

Revolta popular na Venezuela contra o governo, 2014 


A Venezuela de hoje é o retrato do Brasil de 1963, numa marcha que foi interrompida pelo contragolpe de 1964. O Brasil e o cone sul estavam na balança de ganhos e perdas da guerra fria. Fidel e Guevara aconselhavam: vocês precisam de uma revolução como a nossa. 

Discurso de José Serra - 13 de março de 1964


A idéia era implantar um regime como o cubano, servil à União Soviética, como fica claro pelo discurso de José Serra, então presidente da UNE, no malfadado comício de 13 de março. Foi o mais provocativo dos discursos. Brizola e Serra foram, talvez, os que mais deixaram os militares de cabelo em pé.

Francisco Julião e Fidel Castro em Havana, Cuba 1961


Se Francisco Julião, no Nordeste, organizava as Ligas Camponeses como legiões revolucionárias do Partido Comunista para invadir terras e matar os proprietários, Brizola, no centro-sul, mandava cabos e sargentos matarem os oficiais. Anos depois, em sua casa, Brizola me confidenciava que foram “arroubos da juventude”. No 31 de março de 1964, o prefeito de Encantado, interior do Rio Grande, bateu-me à porta em busca de voluntários para defender a prefeitura, que seria atacada pelo Grupo dos Onze, de Brizola, organizado como uma unidade militar de combate. Eu tinha 23 anos, era funcionário do Banco do Brasil, e fiquei na prefeitura à espera do ataque que não houve.

Leonel Brizola e o Grupo dos Onze

Mas acabou havendo um ataque da VAR Palmares, Vanguarda Popular Revolucionária Palmares, da qual Dilma participou. Foi contra o Banco do Brasil em Viamão, onde eu trabalhava e fiquei sob ameaça das armas do grupo, que gritava vivas a Che Guevara. Havia uma mulher no grupo, mas não era a Dilma. Foi em 1970. Hoje vejo que se tenta fazer a cabeça de quem nasceu depois de 1970 e não testemunhou os fatos. Segundo o livro do Secretário de Direitos Humanos de Lula, Nilmário Miranda, morreram, nos 20 anos de governo militar, 386 pessoas, a que devem ser somadas às 120 mortas pelos que eram contra o governo. Segundo o “Tortura Nunca Mais”, os que foram mortos pelo governo são 358. Quer dizer, cerca de 500 mortos no confronto, em 20 anos de regime. Isso dá, nos anos de chumbo de hoje, três dias e meio de homicídios. A insegurança de hoje cria o medo. E o medo não é boa companhia para a democracia. Como já apregoava Thomas Jefferson: O preço da liberdade é a eterna vigilância. Não podemos ter nunca mais 1964, nem ser Cuba ou Venezuela."

ALEXANDRE GARCIA
Jornalista
6 de abril de 2014


Fonte: blog “O MALDITO”

O QUE FOI 31 DE MARÇO DE 1964 – por Alexandre Garcia



Divulgo  texto do jornalista Alexandre Garcia, que mostra de maneira clara o que foi a contra-revolução cívico-militar de 31 de março de 1964 e a ignorância proposital do contexto histórico manipulado propositalmente pela esquerda amargurada e pela pequenez moral de suas lideranças.

Anistia é exemplo de nobreza. Numa guerra não há heróis. Menos ainda quando ela é travada entre irmãos" Alexandre Garcia

"Gostaria de dizer algumas coisas sobre o que aconteceu no dia 31/03/1964 e nos anos que se seguiram. Porque concluo, diante do que ouço de pessoas em quem confio intelectualmente, que há algo muito errado na forma como a história é contada. Nada tão absurdo, considerando as balelas que ouvimos sobre o "descobrimento" do Brasil ou a forma como as pessoas fazem vistas grossas para as mortes e as torturas perpetradas pela Igreja Católica durante séculos. Mas, ainda assim, simplesmente não entendo como é possível que esse assunto seja tão parcial e levianamente abordado pelos que viveram aqueles tempos e, o que é pior, pelos que não viveram. Nenhuma pessoa dotada de mediano senso crítico vai negar que houve excessos por parte do Governo Militar. Nesta seara, os fatos falam por si e por mais que se tente vislumbrar certos aspectos sob um prisma eufemístico, tortura e morte são realidades que emergem de maneira inegável.


Ocorre que é preciso contextualizar as coisas. Porque analisar fatos extirpados do substrato histórico-cultural em meio ao qual eles foram forjados é um equívoco dialético (para os ignorantes) e uma desonestidade intelectual (para os que conhecem os ditames do raciocínio lógico). E o que se faz com relação aos Governos Militares do Brasil é justamente ignorar o contexto histórico e analisar seus atos conforme o contexto que melhor serve ao propósito de denegri-los.

  
Poucos lembram da Guerra Fria, por exemplo. De como o mundo era polarizado e de quão real era a possibilidade de uma investida comunista em território nacional. Basta lembrar de Jango e Jânio; da visita à China; da condecoração de Guevara, este, um assassino cuja empatia pessoal abafa sua natureza implacável diante dos inimigos.


Nada contra o Comunismo, diga-se de passagem, como filosofia. Mas creio que seja desnecessário tecer maiores comentários sobre o grau de autoritarismo e repressão vivido por aqueles que vivem sob este sistema. Porque algumas pessoas adoram Cuba, idolatram Guevara e celebram Chavez, até. Mas esquecem do rastro de sangue deixado por todos eles; esquecem as mazelas que afligem a todos os que ousam insurgir-se contra esse sistema tão "justo e igualitário". Tão belo e perfeito que milhares de retirantes aventuram-se todos os anos em balsas em meio a tempestades e tubarões na tentativa de conseguirem uma vida melhor. A grande verdade é que o golpe ou revolução de 1964, chame como queira, talvez tenha livrado seus pais, avós, tios e até você mesmo e sua família de viver essa realidade. E digo talvez, porque jamais saberemos se isso, de fato, iria acontecer. Porém, na dúvida, respeito a todos os que não esperaram sentados para ver o Brasil virar uma Cuba. Respeito, da mesma forma, quem pegou em armas para lutar contra o Governo Militar. Tendo a ver nobreza nos que renunciam ao conforto pessoal em nome de um ideal. Respeito, honestamente. Mas não respeito à forma como esses "guerreiros" tratam o conflito. E respeito menos ainda quem os trata como heróis e os militares como vilões. É uma simplificação que as pessoas costumam fazer. Fruto da forma dual como somos educados a raciocinar desde pequenos. Ainda assim, equivocada e preconceituosa. Numa guerra não há heróis. Menos ainda quando ela é travada entre irmãos. E uma coisa que se aprende na caserna é respeitar o inimigo. Respeitar o inimigo não é deixar, por vezes, de puxar o gatilho. Respeitar o inimigo é separar o guerreiro do homem. É tratar com nobreza e fidalguia os que tentam te matar, tão logo a luta esteja acabada. É saber que as ações tomadas em um contexto de guerra não obedecem à ética do dia-a-dia. Elas obedecem a uma lógica excepcional; do estado de necessidade, da missão acima do indivíduo, do evitar o mal maior.


Os grandes chefes militares não permanecem inimigos a vida inteira. Mesmo os que se enfrentam em sangrentas batalhas. E normalmente se encontram após o conflito, trocando suas espadas como sinal de respeito. São vários os exemplos nesse sentido ao longo da história. Aconteceu na Guerra de Secessão, na Segunda Guerra Mundial, no Vietnã, para pegar exemplos mais conhecidos. A verdade é que existe entre os grandes Generais uma relação de admiração. A esquerda brasileira, por outro lado, adora tratar os seus guerrilheiros como heróis. Guerreiros que pegaram em armas contra a opressão; que sequestraram, explodiram e mataram em nome do seu ideal. E aí eu pergunto: os crimes deles são menos importantes que os praticados pelos militares? O sangue dos soldados que tombaram é menos vermelho do que o dos guerrilheiros? Ações equivocadas de um lado desnaturam o caráter nebuloso das ações praticadas pelo outro? Penso que não. E vou além. A lei de Anistia é um perfeito exemplo da nobreza que me referi anteriormente. Porque o lado vencedor (sim, quem fica 20 anos no poder e sai porque quer, definitivamente é o lado vencedor) concedeu perdão amplo e irrestrito a todos os que participaram da luta armada. De lado a lado. Sem restrições. Como deve ser entre cavalheiros. E por pressão de Figueiredo, ressalto, desde já. Porque havia correntes pressionando por uma anistia mitigada. Esse respeito, entretanto, só existiu de um lado. Porque a esquerda, amargurada pela derrota e pela pequenez moral de seus líderes nada mais fez nos anos que se seguiram, do que pisar na memória de suas Forças Armadas. E assim seguem fazendo. Jogando na lama a honra dos que tombaram por este país nos campos de batalha. E contaminando a maneira de pensar daqueles que cresceram ouvindo as tolices ditas pelos nossos comunistas. Comunistas que amam Cuba e Fidel, mas que moram nas suas coberturas e dirigem seus carrões. Bem diferente dos nossos militares, diga-se de passagem. Graças a eles, nossa juventude sente repulsa pela autoridade. Acha bonito jogar pedras na Polícia e acha que qualquer ato de disciplina encerra um viés repressivo e antilibertário. É uma total inversão de valores. O que explica, de qualquer forma, a maneira como tratamos os professores e os idosos no Brasil.



Então, neste 31 de março, celebrarei aqueles que se levantaram contra o mal iminente. Celebrarei os que serviram à Pátria com honra e abnegação. Celebrarei os que honraram suas estrelas e divisas e não deixaram nosso país cair nas mãos da escória moral que, anos depois, o povo brasileiro resolveu por bem colocar no Poder. Bem feito. Cada povo tem os políticos que merece.


Se você não gosta das Forças Armadas porque elas torturaram e mataram, então, seja, pelo menos, coerente. E passe a nutrir o mesmo dissabor pela corja que explodiu sequestrou e justiçou, do outro lado. Mas tenha certeza de que, se um dia for necessário sacrificar a vida para defender nosso território e nossas instituições, você só verá um desses lados ter honradez para fazê-lo."

Alexandre Garcia
Jornalista
31/03/2014







terça-feira, 13 de maio de 2014

O BRASIL NA TRANSIÇÃO PARA O SOCIALISMO por José Gobbo

Recebi o texto abaixo por e-mail. Ele me foi enviado pelo coronel Gobbo, que é candidato à presidência do Clube Militar para a próxima gestão. O texto foi escrito como uma homenagem ao VAlte. Tasso Vázquez de Aquino e demonstra o quadro que atravessa o Brasil no momento atual e serve de subsídio para alertar nosso povo, inteiramente desavisado do perigo que corre. Destaco que o autor apresenta o foro de São Paulo como a entidade coordenadora das atividades comunizantes e subversivas da democracia que culminaram na transição ao socialismo e seu objetivo de tomada do poder. Boa leitura.

“S.Excia. o VAlte. Tasso Vázquez de Aquino fez um contundente pronunciamento sobre a situação de nosso país no artigo “A Crescente Maré Vermelha que Ameaça Cobrir o Brasil”. Excelente trabalho, como todos da lavra daquele insigne patriota, que muito admiro e a quem dedico às palavras que se seguem.

Ainda que falte do brilho do VAlte. Aquino, ouso analisar o que vai por trás de tudo aquilo que apontou, assunto que ele conhece melhor do que eu, mas que furtou-se de comentar, com certeza por cuidado com a extensão de sua análise.

O Gramscismo é uma estratégia para a tomada do poder pelos comunistas elaborada por Antônio
Gramsci, comunista italiano preso durante o Fascismo na Itália.
Gramsci percebeu que as tentativas de tomada do poder pelos comunistas por meio do emprego da força não tinham obtido sucesso em países com um pouco mais de consciência política e nos quais o povo tinha uma noção pelo menos incipiente de cidadania.



Elaborou então um extenso trabalho, tornado público com o nome de “Cadernos do Cárcere” no qual propunha que nesses países (entre os quais o Brasil se enquadra) o poder fosse conquistado não mais pela força, mas pela dissolução progressiva de seus valores e de sua organização social e política, enfraquecendo paulatinamente o poder de resistência de seus setores conservadores, tradicionalmente chamados de “reacionários”, “alienados” ou “burgueses”, até neutralizá-lo completamente.

Para isso propôs uma série de passos a serem tomados por etapas sucessivas, tais como a desmoralização das instituições tradicionais, como a Família, a Igreja e as Forças Armadas, a relativização dos conceitos de ética e moral, tanto na vida pública como na privada, pregando o casamento homossexual, as drogas, o aborto etc. A infiltração na educação, desde a escola primária até a universidade, inoculando idéias comunistas e de libertinagem nas crianças e nos jovens. A leniência com a corrupção, principalmente nos poderes da República, para semear a falta de confiança da população na estrutura democrática etc.

A essência do Gramscismo consiste em criar um novo senso comum para o país alvo, de forma que a população progressivamente passe a considerar normal àquilo que tempos atrás era visto como hediondo.

A história da rã que, colocada em uma panela com água que vai sendo lentamente aquecida, descreve perfeitamente a evolução do Gramscismo. No princípio, o aquecimento é bem-vindo. Algumas aberturas são bem recebidas pela população. Mas a água vai se aquecendo e a rã não se dá conta disso até que, quando tenta reagir, já está tão entorpecida que não consegue escapar e acaba cozida. 

Igualmente, a população não compreende bem o que está acontecendo. Acha estranhas, e mesmo inaceitáveis, as mudanças que vão sendo introduzidas pelos novos tempos. Mas não reage, assim como a rã não foge da panela. O resultado é o mesmo para ambas.

Mas é necessária uma coordenação para essas mudanças progressivas. E essa entidade coordenadora foi criada em 1990, com o nome de foro de São Paulo (fSP).



Sua fundação foi um dos acontecimentos políticos mais importantes do século XX para a América Latina (AL). Um dos sinais mais evidentes de sua importância e de seu êxito estratégico é o fato que conseguiu ficar praticamente incógnito até 1997, quando foi denunciado pelo falecido advogado José Carlos Graça Wagner em uma palestra que apresentou sobre organizações sociais na Escola Superior de Guerra. Até hoje é muito difícil convencer pessoas da importância e dos perigos que essa associação representa, pois a mídia amestrada brasileira a mantém praticamente desconhecida do grande público.

Organização multinacional, com participantes de 17 países latino-americanos e do Caribe, constituída pelo que há de mais asqueroso na política internacional, tem como seus principais fundadores Fidel Castro e o PT. Sua finalidade é implantar o comunismo nesses países,
inclusive o Brasil.

Nesses quase 20 anos de existência esse madraçal comunista demonstrou sua capacidade de articulação e foi capaz de eleger, legal ou fraudulentamente, 16 presidentes na AL (dois no Brasil). Mostrou ainda sua força para derrubar presidentes eleitos por ele mesmo, quando estes se afastam das diretrizes do foro, como foi o caso de Lucio Gutierrez no Equador.

Para isso, recursos financeiros escusos, aí incluídos aqueles oriundos da corrupção e do narcotráfico, fluem abundante e livremente entre os países membros.

Nunca será demais insistir que o principal perigo do fSP é seu mimetismo, confundindo-se com instituições democráticas dos países que já contaminou e disfarçando-se sempre como uma organização inofensiva, desviando as atenções do público de suas atividades comunizantes e subversivas da democracia.

A Nação brasileira está passando pelos momentos mais perigosos de toda sua história. A ameaça comunista nunca foi tão poderosa quanto neste momento. Se em 1964 a presença de um presidente em exercício fraco e maleável ensejava uma tentativa de tomada do poder, a infiltração de elementos perniciosos no tecido social e político era insuficiente para garantir a vitória das idéias extremistas e as ações nesse sentido foram, até um certo ponto, amadorísticas.

Hoje, graças á atuação constante do PT, o braço brasileiro do fSP, o Estado está completamente aparelhado com elementos animados de interesses diversos, pouquíssimos por ideologia sincera, porém convenientemente concordes no sentido de marchar rumo.
à implantação do comunismo em nosso país.

A chegada do partido dos trabalhadores ao poder, mostrou a seus líderes às vantagens de ter a chave do cofre da República nas mãos. A dissolução moral da Nação brasileira pelo achincalhe de seus valores judaico-cristãos foi então cuidadosamente planejada segundo
os princípios de Antônio Gramsci, sempre sobre a orientação do furtivo, mas onipresente fSP.



Lenta, mas paulatinamente, o arcabouço moral da Nação está sendo destruído e o senso comum de nosso povo sendo distorcido no sentido de aceitar como normais verdadeiras aberrações, impensáveis em outros tempos. As uniões homo afetivas reconhecidas ao arrepio da Constituição como se casamentos fossem e a possibilidade de adoção por parte dessas duplas, concomitantemente com a dissolução dos costumes, a erotização precoce nossas crianças e o incentivo ao bissexualismo vão destruindo pela raiz a família brasileira, arrastando com ela toda a sociedade.

Ao mesmo tempo, a Escola vai se afastando cada vez mais dos objetivos que seriam de se esperar de uma verdadeira instituição de ensino, ou seja, uma educação de qualidade que formasse cidadãos aptos a enfrentar os desafios da vida moderna. Pelo contrário, é exercido esforço no sentido de que ela sirva para implantar idéias comunistas, mas ensine cada vez menos, principalmente para que certas parcelas da população permaneçam mergulhadas no analfabetismo total ou funcional, a fim de servirem de massa de manobra amorfa e bovina.

A sociedade brasileira está sendo dividida em grupos formados por cidadãos dos extratos menos favorecidos da sociedade, que reivindicam parcelas cada vez maiores de vantagens. São índios, negros, quilombolas, sem terra, sem teto etc., nem sempre autênticos, que lutam pela hegemonia em seus segmentos da sociedade civil Gramscista.  Sob o disfarce da proteção ambiental, ONGs de inspiração estrangeira solapam o desenvolvimento econômico, a integridade do território nacional e a autoridade do Estado.

Alguns deles se constituem em ameaças efetivas de ações violentas que no momento são constituídas por invasões e depredação de propriedades públicas e privadas, mas que portam já em si o germe de atividades mais letais, como embriões de verdadeiras milícias armadas, de inspiração comunista, tendo a sociedade "burguesa" como inimigo comum.



A chave do cofre e uma corrupção desenfreada, extorquindo dinheiro de todos os setores produtivos da nação para alimentar as contas do partido e outras tantas particulares, permite a cooptação de amplos setores do Legislativo e do Judiciário pelo suborno e pela manipulação.
do progresso funcional. O Estado é aparelhado pela contratação de indivíduos absolutamente incapazes de qualquer trabalho produtivo, hoje em número superior a 22 mil, apenas para comprar sua submissão ao status quo e para implantar neles o desejo férreo de trabalhar pelos objetivos do partido, sejam quais forem, na ilusão de perpetuar seus ganhos indevidos.

Parte do empresariado nacional se deixa seduzir pelas vantagens imediatas auferidas na associação com os terroristas no poder e oferecem-lhes recursos e apoio em suas campanhas. Ignorantes da história, cobiçosos sem escrúpulos, cumprem a profecia de Lênin e fornecem a eles os meios para que comprem a corda com que hão de ser enforcados. Cada qual acredita que poderá se locupletar e abandonar o barco quando lhes for conveniente. Estão enganados. Seu trágico destino final já está definido desde agora. A história é farta de exemplos.

A situação econômica degringola rapidamente e não se vê qualquer mudança de rumo na economia que possa melhorar esse estado de coisas. Pelo contrário, em ano eleitoral, apesar do péssimo desempenho das contas públicas, as despesas do governo aumentam
desenfreadamente.

Mais de 55 milhões de cidadãos espalhados por todo o espectro etário se beneficiam de bolsas a fundo perdido das mais diversas denominações e todas caracterizadas pelo fato de não exigirem qualquer contrapartida para seu desfrute.

Repita-se à exaustão que todas essas atitudes constituem passos explicitados por Gramsci para a tomada comunista definitiva do poder, que estamos em plena transição para o socialismo e que sua aplicação é cuidadosamente administrada por essa abominável organização que é o fSP.

As Forças Armadas e as Forças de Segurança estão sendo desmoralizadas, visando neutralizá-las e propiciar condições para a criação de milícias populares que tomarão seus lugares para o controle armado da nação. Recentemente, a apresentação da PEC 51, que trata da desmilitarização das Polícias Militares, é um importante passo nesse sentido.



Mas a ameaça maior ao povo brasileiro é o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, o PNDH3. Esse plano transformaria o Brasil, do Oiapoque ao Chuí, em uma republiqueta comunista bolivariana. Esperemos que o Congresso tenha o bom senso de repudiá-lo. Se ele não o fizer, teremos que fazê-lo nós.

Esse é o quadro que atravessa nossa Pátria nesse momento. É preciso alertar nosso povo, inteiramente desavisado do perigo que corre. A isso se propõe o bravo VAlte. Tasso Vásquez de Aquino, e eu tomo a liberdade de secundá-lo nessa missão, que é de todos os brasileiros de boa vontade, amantes de sua Pátria.”

José Gobbo Ferreira
Coronel (EB)
Chapa Monte Castelo
Candidato à presidência do Clube Militar 2014.
09 de maio de 2014


A CRESCENTE MARÉ VERMELHA QUE AMEAÇA COBRIR O BRASIL por Tasso Vasquez de Aquino

O texto abaixo do Almirante Tasso de Aquino nos leva a conhecer e refletir sobre o crescimento da onda de subversão que desde 1985 vem crescendo no cenário político/ideológico brasileiro. Seu objetivo é alcançar o poder total sobre o país. Ela toma maior impulso com a chegada do PT ao poder em 2003. Desde então fica cada vez mais forte ameaçando as liberdades e as conquistas da Nação Brasileira. Boa leitura.

  "Diante da anestesia quase bovina das massas, de propósito mantidas ignorantes, desinformadas e com baixos índices de educação e saúde pelos desígnios dos péssimos governos federais que se vêm sucedendo desde 1990, e deslumbradas pelo “pão e circo” alienante por eles servido; da pervertida e diuturna desinformação despejada pela maioria da mídia e da cátedra, orientada por malévolos propósitos ideológicos de “revolução” ou por ignóbeis interesses subalternos por pecúnia; da miopia oportunista e suicida de amplos setores da elite civil, mormente os empresariais, que fecham os olhos aos avisos da tempestade que se aproxima e se curvam às facilidades e vantagens fornecidas pela irrestrita adesão aos desgovernos de turno; da inexistente oposição, basicamente do PSDB, que, à testa seu Kerensky (FHC), repete a atuação dos menchevistas que propiciaram o acesso dos bolchevistas ao poder, na transição da Rússia tsarista para a União Soviética; dos inéditos conformismo e passividade, em face da nossa altiva História, dos comandos militares que se sucedem, vai o querido, portentoso e maravilhoso Brasil, objeto da nossa paixão e da nossa devoção mais profundas, sendo inapelavelmente empurrado para o trágico, cruel, inaceitável destino de transformar-se em gigantesca Cuba. Que o Senhor Deus da Misericórdia nos salve da concretização de tal demoníaco projeto, tão diligentemente operacionalizado pelos servos do mal que, no governo, tomaram conta da direção dos destinos da Pátria e manipulam o Poder Nacional a seu favor.



  Para combater eficazmente os comunistas, é preciso conhecer sua maneira destorcida de pensar. O PT é um partido revolucionário marxista-leninista-maoista-castrista-trotzkysta-anarquista, de acordo com as diversas facções que o constituem. O fracasso que tem demonstrado no governo, no sentido de desenvolver e fortalecer o Brasil, nos períodos Lula e Dilma, é justamente seu sucesso, pois a ideologia vermelha orienta-se pelo princípio de “quanto pior, melhor”. A miséria, a ignorância, a injustiça generalizadas, os conflitos de classe e por motivo” racial” e todos os tipos de divisão e fragmentação da sociedade, a descrença e a desesperança a dominar a população são o caldo de cultura da destruição em marcha, as sempre buscadas “condições objetivas” favoráveis à implantação do jugo comunista.

    O sucateamento das escolas de todos os níveis, dos hospitais, centros e unidades de saúde, da infraestrutura de transporte marítimo, fluvial, lacustre, aéreo, ferroviário e rodoviário, de energia e de comunicações; o pouco caso devotado à ciência, tecnologia, cultura e saber; a insegurança pública fomentada e estimulada nas cidades e no campo; o incentivo às divisões e aos conflitos de classe, étnicos, regionais, de toda forma, enfim; a destruição da base ética e moral da população, pelo uso intensivo dos meios de comunicação social para difusão ampla de perversões, taras, conflitos de gerações, liberação sexual e do uso de drogas e demais substâncias prejudiciais à saúde; a dilapidação e o desvio dos recursos públicos em ambiente de inaceitáveis corrupção e impunidade são notáveis e comemorados e cultuados “avanços” no caminho da destruição de tudo de bom que logramos construir e da submissão e da escravização do País à não tão “nova ordem” vermelha, de dolorosa e triste memória para os sofridos povos que dela conseguiram, a duras penas e com muito sangue derramado, finalmente libertar-se.

  As sucessivas e continuadas manifestações públicas de servis afagos a Fidel Castro por Lula da Silva e Dilma Rousseff, enquanto presidentes do Brasil; as repetidas visitas de beija-mão e de busca de orientação de conspícuos petistas e assemelhados de credo aos tiranos do Caribe, Raul e Fidel; a entrega sem qualquer reação, de Lula a Evo Morales, da bilionária refinaria da Petrobrás construída com dinheiro do Brasil em solo boliviano, depois de invadida por tropas armadas daquele país; os sucessivos perdões de dívidas milionárias, contraídas por tiranetes africanos com nosso país, por usurpada, indevida e surpreendentemente não contestada “magnanimidade” lulodílmica; os bilionários empréstimos de pai-para-filho, com recursos do BNDES, brasileiro, para construção do porto de Mariel e do aeroporto de Havana, Cuba e do metrô de Caracas, Venezuela, países governados por “companheiros e camaradas” de inclinação e projetos políticos afins, quando portos, aeroportos e sistemas de transporte de massa estão em frangalhos e impondo grandes sofrimentos ao povo, por sua desfunção, má conservação e obsolescência, em nossa terra; a importação de milhares de médicos cubanos, tratados pelo próprio governo como escravos modernos, em operação triplicemente favorável aos desígnios vermelhos (financiar com bilhões de dólares o combalido sistema cubano, dar uma resposta demagógica aos clamores do nosso povo por melhor assistência médica e, eventualmente, infiltrar agentes subversivos no País, para ajudar a fomentar a “revolução”, já que distribuídos por todos os quadrantes e, majoritariamente, no interior do Brasil); a amistosa recepção no Palácio do Planalto, pela presidente, aos baderneiros desocupados do MST, que querem incendiar os campos e, pouco antes, haviam tentado invadir a sede do governo, com violência que provocou ferimentos nos policiais que o guardavam, bem mostram onde estão os corações e o afeto mais íntimo dessa gente que, infelizmente, tomou conta das rédeas no Brasil e cujo projeto dourado é realizar o seu sonho – para os bons brasileiros, pesadelo - de fazer de nosso bendito País mais um morto-vivo “paraíso socialista”!

  Quando se pensava que todas as consciências estavam adormecidas e dominadas, eis que surgiu um fato novo, impactante, na realidade brasileira: a parcela boa e esclarecida do povo despertou do letargo e, de forma espontânea, invadiu e tomou as ruas e praças das cidades, cansada de ser explorada, desconsiderada em seus anseios mais elementares de cidadania, envolvida pela propaganda governamental mentirosa que diuturnamente alardeava, e alardeia, pelos custosos e amplíssimos meios de comunicação ao seu dispor, uma realidade nacional virtual completamente oposta à tristemente real, e de ver bilhões e bilhões de reais irem para a sarjeta, em suntuosas e faraônicas construções de estádios e obras complementares, sob as exigências impertinentes da FIFA, uma máfia internacional que domina o mais popular e difundido esporte do mundo. Enquanto isso, não havia e não há recursos para reconstruir dos escombros escolas, hospitais, estradas, ferrovias, portos, aeroportos... Em marchas pacíficas, das quais participavam famílias completas, idosos, adultos, jovens, crianças, homens e mulheres, exigiam-se mudanças drásticas na administração do Brasil, com menos demagogia, mentiras, desperdícios e corrupção e o enfrentamento firme das degradantes e degradadas situações vividas pelos cidadãos, na busca diária de atendimento aos anseios mais comezinhos de viver com dignidade. Tornaram-se palavras de ordem das multidões e motivos dos cartazes que portavam: “Queremos escolas (hospitais, trens ônibus, metrô, estradas...) padrão FIFA”, “Fora com os corruptos”,”Mensaleiros na cadeia”,etc.



  Eis que, nada mais que de repente, surgem em cena os arremedos brasileiros de “black- blocs”, vândalos arruaceiros treinados em técnicas e táticas de guerrilha urbana, de ampla expressão geográfica, nunca antes vista no Brasil, já que passaram a agir em todas as cidades em que ocorriam manifestações, de forma idêntica, uníssona, certamente porque obedientes a comando comum, único. Normalmente fantasiados de preto e mascarados, para dificultar a identificação, infiltraram-se nas passeatas até então ordeiras, e passaram a destruir com fúria selvagem o patrimônio público e privado, utilizando-se de tudo o que houvesse à mão e servisse para romper, quebrar, e mais os temidos, perigosos e eficazes coquetéis “molotov”, provocadores de incêndios em edifícios e veículos, entre eles, os tão necessários ônibus, como se tornou macabra rotina em nossa terra... Os alvos principais de sua ação foram as forças policiais, os prédios públicos e agências bancárias, lojas variadas do comércio e revendedoras de automóveis, símbolos capitalistas, por isso escolhidos para a torpe sanha destruidora daqueles que, também assim, revelavam claramente sua orientação e seu fanatismo vermelho.

  No primeiro momento, as forças policiais, como eram de sua função e do seu dever, tentaram duramente reprimir a baderna. Logo em seguida, provavelmente por ordem dos governos “populares”, temerosos dos ataques em defesa dos marginais, que pululavam na mídia engajada e, possivelmente, em obediência a maquinações urdidas nas sombras, recuaram e se deixaram ficar, inativas e inertes, assistindo à livre ação predatória dos bandidos fantasiados. As cenas dantescas repetiam-se diante da Nação, que se perguntava, atônita, por que permitir tanta barbaridade, com milhões e milhões de reais em patrimônio sendo reduzidos a cinzas/escombros, vivendo na pele o aumento vertiginoso das sensações de insegurança e da inexorabilidade do primado da impunidade.

  As consequências imediatas da brutalidade desenfreada dos tresloucados vilões urbanos foram o esvaziamento das passeatas, porque as famílias passaram a temer os resultados de tal participação na integridade dos seus membros, a paulatina queda do apoio popular a qualquer manifestação de massa, pela certeza de que seriam desvirtuadas pela violência, a volta generalizada à apatia popular anterior ao levante de consciência de junho/julho de 2013. Quem foi o grande beneficiado? O governo federal e seus aliados, que já se sentiam acuados e obrigados a mudar de rumos: o gigante adormecido parecia ter despertado do sono profundo...mas, depois de um urro assustador, voltou ao berço esplêndido!

  As averiguações e investigações policiais e do Ministério Público prosseguem. Já se tem a convicção de que os chamados “black-blocs” foram recrutados e receberam pagamento para agir. Há indícios fortes de participação externa no treinamento e no comando da mazorca: FARC-Fuerzas Armadas Revolucionárias de Colombia? DGI – Dirección General de Inteligencia, de Cuba?

  Gilberto Carvalho, membro destacado do PT e funcionário de primeiro escalão do Palácio do Planalto desde o primeiro período Lula, havia claramente declarado: “Em 2013, o bicho vai pegar!” A maré vermelha está subindo firme e continuamente, e ameaça cobrir o Brasil e afogar nossas esperanças mais caras!

  O bicho pegou, e continua pegando. É assustador ver o quão naturalmente o governo federal assume e realiza seu projeto político de radical guinada do Brasil à esquerda, auxiliado por uma estrutura de Estado e empresas públicas tomada por dezenas de milhares de petistas, um congresso aliado a qualquer preço e a qualquer custo e corrupto em sua maioria e por um judiciário cada vez mais aparelhado por membros, correligionários e amigos do PT...

 Despertai, filhos diletos do Brasil, tementes a Deus e amantes da Pátria livre, de livres irmãos!



  O momento que vivemos é sumamente grave e exige a dedicação, a bravura, a coragem e o decidido empenho de todos os corações que refletem e guardam com amor nossa bela Bandeira verde-amarela-azul-e-branca! Somos a guarda altaneira do Brasil Soberano, Democrático, Senhor dos Seus Destinos e com Justiça para Todos, dentro do Primado do Direito. Não podemos fraquejar!

TUDO PELA PÁTRIA!"


Sergio Tasso Vásquez de Aquino
VAlte (Ref)
26 de fevereiro de 2014

O Almirante Tasso é membro da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil




sábado, 22 de fevereiro de 2014

GOLPE A BRASILEIRA por Marco Villa (no Estadão)

A História aponta para o futuro. Os textos sobre o período entre 1963 e 1989 sempre falam alguma coisa sobre as “coisas” acontecidas no período. Hoje esse texto do Professor Marco Villa agrupa uma série de questões, que compreendidas a luz da intenção subversiva e às forças existentes no Brasil agrega mais conhecimento para que analisemos os dias de hoje. O futuro não é certo e nunca foi. A única coisa certa sobre o futuro é que ele pode ser mudado. Até isso a História aponta. Deixo aqui a pergunta: “Que ditadura no mundo foi assim?” Boa leitura.

“Às vésperas dos 50 anos do golpe militar torna-se necessário um resgate da História para entendermos o presente. Em 1964 o Brasil era um país politicamente repartido. Dividido e paralisado. Crise econômica, greves, ameaça de golpe militar, marasmo administrativo. O clima de radicalização era agravado por velhos adversários da democracia. A direita brasileira tinha uma relação de incompatibilidade com as urnas. Não conseguia conviver com uma democracia de massas num momento de profundas transformações. Temerosa do novo, buscava um antigo recurso: arrastar as Forças Armadas para o centro da luta política, dentro da velha tradição inaugurada pela República, que já havia nascido com um golpe de Estado.

A esquerda comunista não ficava atrás. Sempre estivera nas vizinhanças dos quartéis, como em 1935, quando tentou depor Getúlio Vargas por meio de uma quartelada. Depois de 1945, buscou incessantemente o apoio dos militares, alcunhando alguns de "generais e almirantes do povo". Ser "do povo" era comungar com a política do Partido Comunista Brasileiro (PCB) e estar pronto para atender ao chamado do partido numa eventual aventura golpista. As células clandestinas do PCB nas Forças Armadas eram apresentadas como uma demonstração de força política. 

O PCB um braço da Internacional Comunista

À esquerda do PCB havia os adeptos da guerrilha. O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) era um deles. Queria iniciar a luta armada e enviou, em março de 1964, o primeiro grupo de guerrilheiros para treinar na Academia Militar de Pequim. As Ligas Camponesas, que desejavam a reforma agrária "na lei ou na marra", organizaram campos de treinamento no País em 1962 - com militantes presos foram encontrados documentos que vinculavam a guerrilha a Cuba. Já os adeptos de Leonel Brizola julgavam que tinham ampla base militar entre soldados, marinheiros, cabos e sargentos.



Assim, numa conjuntura radicalizada, esperava-se do presidente um ponto de equilíbrio político. Ledo engano. João Goulart articulava sua permanência na Presidência e necessitava emendar a Constituição. Sinalizava que tinha apoio nos quartéis para, se necessário, impor pela força a reeleição (que era proibida). Organizou um "dispositivo militar" que "cortaria a cabeça" da direita. Insistia em que não podia governar com um Congresso Nacional conservador, apesar de o seu partido, o PTB, ter a maior bancada na Câmara dos Deputados após o retorno do presidencialismo e não ter encaminhado à Casa os projetos de lei para tornar viáveis as reformas de base.



Veio 1964. E de novo foram construídas interpretações para uso político, mas distantes da História. A associação do regime militar brasileiro com as ditaduras do Cone Sul (Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai) foi a principal delas. Nada mais falso. O autoritarismo aqui faz parte de uma tradição antidemocrática solidamente enraizada e que nasceu com o Positivismo, no final do Império. O desprezo pela democracia rondou o nosso país durante cem anos de República. Tanto os setores conservadores como os chamados progressistas transformaram a democracia num obstáculo à solução dos graves problemas nacionais, especialmente nos momentos de crise política. Como se a ampla discussão dos problemas fosse um entrave à ação.

O regime militar brasileiro não foi uma ditadura de 21 anos. Não é possível chamar de ditadura o período 1964-1968 - até o Ato Institucional n.º 5 (AI-5) -, com toda a movimentação político-cultural que havia no País. Muito menos os anos 1979-1985, com a aprovação da Lei de Anistia e as eleições diretas para os governos estaduais em 1982. Que ditadura no mundo foi assim?

Nos últimos anos se consolidou a versão de que os militantes da luta armada combateram a ditadura em defesa da liberdade. E que os militares teriam voltado para os quartéis graças às suas heroicas ações. Num país sem memória, é muito fácil reescrever a História.

A luta armada não passou de ações isoladas de assaltos a bancos, sequestros, ataques às instalações militares e só. Apoio popular? Nenhum. Argumenta-se que não havia outro meio de resistir à ditadura a não ser pela força. Mais um grave equívoco: muitos desses grupos existiam antes de 1964 e outros foram criados pouco depois, quando ainda havia espaço democrático. Ou seja, a opção pela luta armada, o desprezo pela luta política e pela participação no sistema político, e a simpatia pelo foquismo guevarista antecederam o AI-5, quando, de fato, houve o fechamento do regime. O terrorismo desses pequenos grupos deu munição (sem trocadilho) para o terrorismo de Estado e acabou sendo usado pela extrema direita como pretexto para justificar o injustificável: a barbárie repressiva.



A luta pela democracia foi travada politicamente pelos movimentos populares, pela defesa da anistia, no movimento estudantil e nos sindicatos. Teve em setores da Igreja Católica importantes aliados, assim como entre os intelectuais, que protestavam contra a censura. E o MDB, este nada fez? E os seus militantes e parlamentares que foram perseguidos? E os cassados?


Os militantes da luta armada construíram um discurso eficaz. Quem os questiona é tachado de adepto da ditadura. Assim, ficam protegidos de qualquer crítica e evitam o que tanto temem: o debate, a divergência, a pluralidade, enfim, a democracia. Mais: transformam a discussão política em questão pessoal, como se a discordância fosse uma espécie de desqualificação dos sofrimentos da prisão. Não há relação entre uma coisa e outra: criticar a luta armada não legitima o terrorismo de Estado. Temos de refutar as versões falaciosas. Romper o círculo de ferro construído, ainda em 1964, pelos adversários da democracia, tanto à esquerda como à direita. Não podemos ser reféns, historicamente falando, daqueles que transformaram o antagonista em inimigo; o espaço da política, em espaço de guerra.”

Marco Antonio Villa
Historiador
Autor do livro 'Ditadura à Brasileira'
(Ed. Leya).

22 de fevereiro de 2014

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A QUEM INTERESSA? - por Maria Lucia Victor Barbosa

Saiu no “BLOG DO NOBLAT” o texto que transcrevo da socióloga Maria Lúcia. Ele lança mais uma vez uma questão que não me sai da cabeça, “A quem interessa?”. A resposta a esta pergunta esta cada vez mais urgente e necessária sob pena de enveredarmos por um caminho sem volta em que o arrependimento da população não tenha mais resultado. O golpe terá sido dado e as feridas serão profundas. Fica então lançada a pergunta mais uma vez: A quem interessa essa situação? Boa leitura.

“Apesar do marketing ufanista para convencer eleitores incautos o governo Rousseff tem sido um retumbante fracasso. Na economia a herança maldita de Lula da Silva aparece claramente na fragilidade que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) detectou, apontando o Brasil como a segunda economia emergente mais vulnerável.
Bem antes, porém, a economia já cambaleava e tal situação não se deveu apenas a crise mundial, mas a incompetência do governo petista, sobretudo, às mágicas ineficientes do Mr. M ou Senhor Mantega, referendadas pela governanta. E para resumir a fragilidade econômica do gigante Brasil vale a pena citar O Estado de S. Paulo (13/02/2014):
“O crescimento econômico é baixo e o nível de atividade da indústria preocupante; os investimentos não fluem; a inflação está bem acima da meta há mais de três anos; a dívida bruta está alta demais; o rombo externo (déficit em conta corrente) está crescendo; as regras do jogo são frouxas e sujeitas a interferências; a reação do governo não é criar soluções definitivas.”
Diante deste quadro cresce o pessimismo dos empresários, as queixas e cobranças ligadas ao agronegócio, o afastamento dos investidores externos. Todos imaginam que em breve o Brasil será rebaixado pelas agências de classificação de risco o que vai piorar ainda mais a situação.
Acrescente-se o colapso do setor elétrico que ocasiona sérios transtornos e atinge a produção no campo, o que redundará no aumento dos preços de grãos, verduras, café, laranja. O povo vai pagar mais caro pelos alimentos e também na conta da energia que tem faltado, e que Rousseff havia prometido baixar. Contudo, nem o calor excessivo, raios, ou São Pedro castigariam assim o povo caso a ex-ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, tivesse iniciado as obras necessárias no setor e mantivesse a continuidade ou as finalizasse no seu governo.
Outros fatos desmoralizam o governo petista como a ajuda dada ao companheiro e déspota, Fidel Castro. Não me refiro só ao Porto Mariel, mas a importação de médicos cubanos reeditando o sistema de escravidão em pleno século 21. Como ocorreu na Venezuela os médicos começam a se evadir turvando a vitrine política de Rousseff e do ex-ministro da Saúde, Padilha, denominados na gíria de postes do Lula.
Não me deterei aqui em outros aspectos como promessas não cumpridas, péssima situação da Saúde e da Educação, falta de infraestrutura e muito mais. Prefiro me reportar à violência reinante que culminou com o assassinato do cinegrafista Santiago Andrade. Fosse um policial a vítima nada aconteceria, nem uma lágrima cairia dos olhos da ministra Maria do Rosário. Porém, o ato facinoroso atingiu uma classe forte e unida, a dos jornalistas e rapidamente os culpados foram presos.
O advogado dos black blocs, Jonas Tadeu Nunes, disse que “o garoto”, coisa que Caio Silva não é, não passa de um pobrezinho aliciado para promover baderna e o que mais se precisar por R$ 150,00, sendo que os aliciadores seriam partidos, vereadores, deputados, senadores, autoridades.

Sininho "Black Bloc"
O advogado não declinou nomes, o que coube ao Caio. Dubiamente ele disse acreditar que partidos que levam bandeiras nos atos de incitamento as badernas são os mesmo que pagam aos vândalos, mas foi incisivo ao declinar o nome dos partidos, linhas auxiliares do PT: PSOL, PSTU, Frente Independente Popular (FIP), além de Elisa Quadros, codinome Sininho, a que apelou para o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) para que seu assessor e advogado libertasse Fábio Raposo, comparsa de Caio no assassinato do cinegrafista.
Então, a pergunta que não quer calar é: a quem interessa acobertar os aliciadores? Por que o governo, responsável pela segurança da nação e que deve estar minimamente informado sobre o que se passa, ainda não coibiu os chefões da baderna, da destruição, do assassinato?

MST "Red Blocs"
Quanto aos sem-terra, que nas invasões a propriedades produtivas costumam matar animais, impedir funcionários de ir e vir, destruir máquinas e sedes, são uma espécie de red blocs, tentáculos do PT no campo.
Dia 12 deste, incitados por petistas, um exército vermelho tentou invadir o STJ, gritou palavras de ordem em frente da embaixada norte-americana e derrubou as grades do Palácio do Planalto diante de policiais que, mesmo com 30 dos seus feridos, cumpriram sua responsabilidade de proteção.
Então, me lembrei de Eldorado dos Carajás. Em 17 de abril de 1997, um pequeno grupo de policiais viu mais de mil sem-terra correndo em sua direção com pedras, paus e facões. Os policiais atiraram em legítima defesa e mataram 19 dos sem-terra. Dia 12, ao investir contra pequeno grupo de policiais postados diante de milhares de participantes, parece que os líderes petistas ansiavam por uma vítima dos chamados movimentos sociais, já que outra vítima dera errado.
A quem interessa tudo isso num ambiente de degradação econômica e social? Será que se pensa em estado de sítio, para lembrar outros tempos? É outra pergunta que não quer calar."

Maria Lucia Victor Barbosa
Socióloga
www.maluvibar.blogspot.com.br
15 de fevereiro de 2014