As democracias do mundo são frágeis. As liberdades são
usadas para atacar e destruir suas bases culturais, econômicas e sociais com o
único objetivo de obter o poder. Estas mesmas liberdades impedem que um regime
democrático se defenda destes ataques. Essa fragilidade é usada pelos
comunistas que, na luta para alcançarem seus objetivos, subvertem o sistema
desmoralizando instituições, mal fazendo uso de leis, modificando-as e
questionando julgamentos e decisões. Quando estão no poder os comunistas não
permitem qualquer tipo de questionamento ou dúvida. Impedem a manifestação
critica ou contrária a qualquer de suas ações. É assim que nos mostra a
História da expansão do comunismo pelo mundo. Valendo-se do sofisma de que o
Partido Comunista é o único representante legítimo do povo e, estando no poder,
o povo também esta, cria a figura do dissidente, que, sendo contra o partido, é
contra o povo e deve ser eliminado a qualquer custo.
Como defender a democracia? O dilema de
Loewenstein:
"Se o Estado constitucional, confrontado com a
ameaça totalitária, usa fogo contra fogo e nega aos agressores totalitários o
uso das liberdades democráticas para evitar a destruição total da liberdade,
faltará à garantia das liberdades fundamentais, mas se as mantém, beneficia
seus agressores e põe em risco a sua própria sobrevivência".
Apresenta
de forma bastante clara o cenário em que encontramos ao defender a Democracia. Uma
Democracia tem de criar ferramentas que garantam a sua permanência. O sufrágio
universal, as instituições democráticas e a autoridade constitucional dada ao
governo são essas ferramentas. Até o ano de 2002, quando se iniciou o primeiro
governo do partido dos trabalhadores, estas ferramentas e seus efeitos eram provas
do “autoritarismo” governamental, pois, de uma forma ou de outra, impediam a
ascensão do Partido dos Trabalhadores (PT) ao poder.
O regime vigente no Brasil no período entre 1964 e
1984 era um regime autoritário. Nele, o “autoritarismo” era usado para reprimir
as ações dos comunistas, que tinham a intenção de estabelecer uma Ditadura do
Proletariado. Esse “autoritarismo” impedia que fossem bem sucedidas as ações
revolucionárias e as intervenções externas empreendidas pela luta
revolucionária. Informações, planejamento e ações repressivas foram usados para
impedir que os subversivos tivessem sucesso. A reação comunista neste período foi
intensa e violenta, culminando na extinção da luta armada nas selvas do
Araguaia. Embora derrotados, os comunistas passaram a ações mais brandas e
eficazes diante da opressão empreendida pelo governo. Passaram às salas de
aula, às universidades e à mídia onde a ideia de repressão ao comunismo foi
habilmente transferida à população. O governo “autoritário” oprimia o partido
comunista, suas idéias e seguidores e, sendo o partido comunista o único
representante legítimo do povo, o governo “autoritário” oprimia o povo.
O PT surgiu após o período dos governos militares.
Surgiu assumindo o discurso comunista disfarçado com a capa vermelha do
socialismo Gramcista. Desde então vem usando das liberdades para “aparelhar”
inicialmente o Legislativo, onde conseguiu controlar o processo eleitoral e
sabotar todas as iniciativas para a melhoria do País, inclusive a Constituição
de 1988, que não foi assinada pelo partido. Chegou ao poder no Executivo, onde
“aparelhou” todo o primeiro, segundo e terceiro escalões, tentando blindar os
companheiros no poder. Usou o dinheiro público para controlar decisões, comprar
apoios, corromper e, assim, manter-se no poder. O partido tentou aparelhar o
judiciário indicando para posições chave na justiça pessoas ligadas ao PT,
inclusive no Supremo Tribunal Federal, porém não contavam com a ética e a moral
destas pessoas. Desde sua ascensão o governo vem desmoralizando as Forças
Armadas e seus componentes, que ainda representam uma ameaça aos planos de
poder. Plantando a discórdia e despertam ansiedades e expectativas entre os
militares minando as bases da disciplina e hierarquia. Executa um plano velado
de sucateamento em que os recursos orçamentários vêm sendo dilapidados ao longo
dos anos. Conseguiram neutralizar seu poder de interferência na defesa da
constituição contra suas ações subversivas. O PT busca, desta forma, eliminar
qualquer obstáculo, qualquer mecanismo que impeça suas ações, até que se
coloque totalmente acima das leis e da sociedade.
A Democracia no Brasil é frágil e, com o atual
governo, não tem condições de suportar os ataques que vem sofrendo. Ataque às
liberdades individuais, ataques ao valor da pessoa e aos nossos costumes,
crenças e conquistas. Ações subversivas do governo e seus aliados provocam a
divisão e a luta fratricida camuflada pelo preconceito, pela difusão das drogas
e pelas políticas populistas com objetivo de dominar a população e manter-se no
poder até que o totalitarismo comunista se instaure. Hoje não existem controles
que impeçam estas agressões. Paulatinamente o país vai perdendo sua capacidade
de auto-gerir e seu respeito internacional com quebras de contrato, uso
indevido das reservas cambiais e do tesouro e pela dilapidação do nosso
patrimônio natural e econômico ao exemplo da exploração do nióbio e da
gigantesca queda do valor da Petrobrás. Estes são os reflexos de vinte anos de
um governo parasita que maquia seu desempenho internacional, aos moldes da
nossa vizinha Argentina, que hoje já é até questionada ate por organismos
internacionais.
Hoje, passados trinta anos do fim do “autoritarismo”,
ocorrem manifestações esparsas e saudosistas comparando os períodos de
“ditadura” (a militar e a do PT). Tímidas e sempre refutadas com vigor elas
clamam pela autoridade excluída do poder público. Autoridade que trouxe um
crescimento e uma melhoria para o país. A autoridade que impedia que as
liberdades daqueles que prezam e anseiam viver no Brasil fosse assaltada. A liberdade
prazerosa e digna para todos os brasileiros.
A autoridade do povo brasileiro.
Júlio Cezar B.L. da Silva
Capitão-de-Mar-e-Guerra (RM1)
12 de fevereiro de 2013

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