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terça-feira, 4 de junho de 2013

A evolução de 1964 - por Alexandre Garcia


         Recebi o texto abaixo de um grande amigo. Li atentamente e pude verificar que existem pessoas que sabem e conhecem bem a história e aprenderam com ela como virar referência e emitir opiniões sensatas e baseadas. O texto do Alexandre Garcia me surpreendeu e melhorou minha opinião sobre ele. Ele, da mesma forma que 86% da nossa população, acredita que se um dia for necessário sacrificar a vida para defender nosso território e nossas instituições, somente as Forças Armadas terão honradez para fazê-lo. Tenham uma boa leitura. 

         "Gostaria de dizer algumas coisas sobre o que aconteceu no dia 31/03/1964 e nos anos que se seguiram. Porque concluo, diante do que ouço de pessoas em quem confio intelectualmente, que há algo muito errado na forma como a história é contada. Nada tão absurdo, considerando as balelas que ouvimos sobre o "descobrimento" do Brasil ou a forma como as pessoas fazem vistas grossas para as mortes e as torturas perpetradas pela Igreja Católica durante séculos. Mas, ainda assim, simplesmente não entendo como é possível que esse assunto seja tão parcial e levianamente abordado pelos que viveram aqueles tempos e, o que é pior, pelos que não viveram.
          Nenhuma pessoa dotada de mediano senso crítico vai negar que houve excessos por parte do Governo Militar. Nesta seara, os fatos falam por si e por mais que se tente vislumbrar certos aspectos sob um prisma eufemístico, tortura e morte são realidades que emergem de maneira inegável.
          Ocorre que é preciso contextualizar as coisas. Porque analisar fatos extirpados do substrato histórico-cultural em meio ao qual eles foram forjados é um equívoco dialético (para os ignorantes) e uma desonestidade intelectual (para os que conhecem os ditames do raciocínio lógico). E o que se faz com relação aos Governos Militares do Brasil é justamente ignorar o contexto histórico e analisar seus atos conforme o contexto que melhor serve ao propósito de denegri-los.
          Poucos lembram da Guerra Fria, por exemplo. De como o mundo era polarizado e de quão real era a possibilidade de uma investida comunista em território nacional. Basta lembrar de Jango e Janio; da visita à China; da condecoração de Guevara, este, um assassino cuja empatia pessoal abafa sua natureza implacável diante dos inimigos.
          Nada contra o Comunismo, diga-se de passagem, como filosofia. Mas creio que seja desnecessário tecer maiores comentários sobre o grau de autoritarismo e repressão vivido por aqueles que vivem sob este sistema. Porque algumas pessoas adoram Cuba, idolatram Guevara e celebram Chavez, até. Mas esquecem do rastro de sangue deixado por todos eles; esquecem as mazelas que afligem a todos os que ousam insurgir-se contra esse sistema tão "justo e igualitário". Tão belo e perfeito que milhares de retirantes aventuram-se todos os anos em balsas em meio a tempestades e tubarões na tentativa de conseguirem uma vida melhor.
          A grande verdade é que o golpe ou revolução de 1964, chame como queira, talvez tenha livrado seus pais, avós, tios e até você mesmo e sua família de viver essa realidade. E digo talvez, porque jamais saberemos se isso, de fato, iria acontecer. Porém, na dúvida, respeito a todos os que não esperaram sentados para ver o Brasil virar uma Cuba.
          Respeito, da mesma forma, quem pegou em armas para lutar contra o Governo Militar. Tendo a ver nobreza nos que renunciam ao conforto pessoal em nome de um ideal. Respeito, honestamente.
          Mas não respeito a forma como esses "guerreiros" tratam o conflito. E respeito menos ainda quem os trata como heróis e os militares como vilões. É uma simplificação que as pessoas costumam fazer. Fruto da forma dual como somos educados a raciocinar desde pequenos. Ainda assim, equivocada e preconceituosa.
         

          Numa guerra não há heróis. Menos ainda quando ela é travada entre irmãos. E uma coisa que se aprende na caserna é respeitar o inimigo. Respeitar o inimigo não é deixar, por vezes, de puxar o gatilho. Respeitar o inimigo é separar o guerreiro do homem. É tratar com nobreza e fidalguia os que tentam te matar, tão logo a luta esteja acabada. É saber que as ações tomadas em um contexto de guerra não obedecem à ética do dia-a-dia. Elas obedecem a uma lógica excepcional; do estado de necessidade, da missão acima do indivíduo, do evitar o mal maior.


          Os grandes chefes militares não permanecem inimigos a vida inteira. Mesmo os que se enfrentam em sangrentas batalhas. E normalmente se encontram após o conflito, trocando suas espadas como sinal de respeito. São vários os exemplos nesse sentido ao longo da história. Aconteceu na Guerra de Secessão, na Segunda Guerra Mundial, no Vietnã, para pegar exemplos mais conhecidos. A verdade é que existe entre os grandes Generais uma relação de admiração.
          A esquerda brasileira, por outro lado, adora tratar os seus guerrilheiros como heróis. Guerreiros que pegaram em armas contra a opressão; que sequestraram, explodiram e mataram em nome do seu ideal.
          E aí eu pergunto: os crimes deles são menos importantes que os praticados pelos militares? O sangue dos soldados que tombaram é menos vermelho do que o dos guerrilheiros? Ações equivocadas de um lado desnaturam o caráter nebuloso das ações praticadas pelo outro? Penso que não. E vou além.



          A lei de Anistia é um perfeito exemplo da nobreza que me referi anteriormente. Porque o lado vencedor (sim, quem fica 20 anos no poder e sai porque quer, definitivamente é o lado vencedor) concedeu perdão amplo e irrestrito a todos os que participaram da luta armada. De lado a lado. Sem restrições. Como deve ser entre cavalheiros. E por pressão de Figueiredo, ressalto, desde já. Porque havia correntes pressionando por uma anistia mitigada.
          Esse respeito, entretanto. Só existiu de um lado. Porque a esquerda, amargurada pela derrota e pela pequenez moral de seus líderes nada mais fez nos anos que se seguiram, do que pisar na memória de suas Forças Armadas. E assim seguem fazendo. Jogando na lama a honra dos que tombaram por este país nos campos de batalha. E contaminando a maneira de pensar daqueles que cresceram ouvindo as tolices ditas pelos nossos comunistas. Comunistas que amam Cuba e Fidel, mas que moram nas suas coberturas e dirigem seus carrões. Bem diferente dos nossos militares, diga-se de passagem.
          Graças a eles, nossa juventude sente repulsa pela autoridade. Acha bonito jogar pedras na Polícia e acha que qualquer ato de disciplina encerra um viés repressivo e antilibertário. É uma total inversão de valores. O que explica, de qualquer forma, a maneira como tratamos os professores e os idosos no Brasil.
          Então, neste 31 de março, celebrarei aqueles que se levantaram contra o mal iminente. Celebrarei os que serviram à Pátria com honra e abnegação. Celebrarei os que honraram suas estrelas e divisas e não deixaram nosso país cair nas mãos da escória moral que, anos depois, o povo brasileiro resolveu por bem colocar no Poder.
         
Bem feito. Cada povo tem os políticos que merece.
          Se você não gosta das Forças Armadas porque elas torturaram e mataram, então, seja, pelo menos, coerente. E passe a nutrir o mesmo dissabor pela corja que explodiu seqüestrou e justiçou, do outro lado. Mas tenha certeza que, se um dia for necessário sacrificar a vida para defender nosso território e nossas instituições, você só verá um desses lados ter honradez para fazê-lo."

Alexandre Paz Garcia
Jornalista
31 de março de 2013

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Criticas ao Legislativo por Joaquim Barbosa.


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, em uma palestra realizada hoje, segunda-feira, 20, em uma faculdade em Brasília criticou o Congresso Nacional e dizendo que o Brasil tem partidos "de mentirinha”, que o Legislativo é "dominado pelo Executivo" e os deputados não representam à população. Com este parágrafo se inicia a reportagem do jornal O Estado de São Paulo “Estadão”. Pincei algumas partes para concluir que as manobras do Executivo no Legislativo já estão sob a mira do Judiciário. Os tópicos me parecem claros em confirmar que o Presidente do STJ esta de olho nas manobras do governo. É sabido que a relação esta tensa, entre o STJ e o Congresso Nacional. Desde quando as manobras do governo não conseguiram invalidar as condenações aplicadas no processo do “mensalão” e a resposta do Congresso com uma proposta de emenda constitucional que estabelece a possibilidade de o Congresso revisar decisões do STF. Dias depois de a PEC avançar na Câmara, o ministro do STF Gilmar Mendes barrou a votação de um projeto de lei na Casa.
Esta situação me deixa pensando quando as FFAA atuarão no sentido de garantir as Instituições Nacionais e a integridade dos Três Poderes, diante das manobras do governo comunista.
Fico feliz por vislumbrar uma esperança de oposição crescente contra os planos de poder do governo do PT.
Leiam as afirmações do Ministro durante a palestra.


"A debilidade mais grave do Congresso brasileiro é que ele é inteiramente dominado pelo Poder Executivo. O Congresso não foi criado para única e exclusivamente deliberar sobre o Poder Executivo. Cabe a ele a iniciativa da lei. Temos um órgão de representação que não exerce em sua plenitude o poder que a Constituição lhe atribui, que é o poder de legislar."
"Nós tivemos na semana passada um contra-exemplo disso. Uma Medida Provisória de extrema urgência teve seu tempo de exame de deliberação esgotado na Câmara até o último dia. E o Senado só teve algumas horas para se debruçar sobre aquele o texto. Daí se vê a dificuldade de configuração desse controle do Senado sobre a Câmara dos Deputados na nossa experiência".
"Nós temos partidos de mentirinha. Nós não nos identificamos com os partidos que nos representam no Congresso, a não ser em casos excepcionais. Eu diria que o grosso dos brasileiros não vê consistência ideológica e programática em nenhum dos partidos".
“Os políticos querem o poder pelo poder. Esta é uma das grandes deficiências, a razão pela qual o Congresso brasileiro se notabiliza pela sua ineficiência, pela sua incapacidade de deliberar".
Em nota oficial, o STF afirmou que não houve a intenção de criticar ou emitir juízo de valor sobre a atuação do Legislativo e de seus integrantes. "A fala do presidente do STF foi um exercício intelectual feito em um ambiente acadêmico e teve como objetivo traçar um panorama das atividades dos três Poderes da República ao longo da nossa história republicana".
  Joaquim Barbosa
 Presidente do STF
20 de maio de 2013

"LEI DO SILÊNCIO." por Rômulo Bini Pereira

Recebi o texto que se segue por e-mail. Desde há muito tempo estou preocupado com os ataques que as FFAA vêm recebendo. Recebendo de forma sistemática. Resolvi publicar o texto do Cel. Bini. Seu nome não me é estranho. Acho que o conheci no Clube Militar, na época áurea da juventude. No texto podemos ver que "a corda esta muito esticada e... como já sabemos... ela sempre arrebenta do lado mais fraco. Será que somos nós? Boa leitura.


 Em 1979, após muitos debates em amplos segmentos de nossa sociedade, a Lei da Anistia foi aprovada e promulgada no País. Ela veio pôr um ponto final no ciclo de beligerância que se instalou na vida brasileira e criou um pacto de reciprocidade para a reconstrução democrática no Brasil.

Nestes anos de sua vigência, as Forças Armadas cumpriram um papel impecável.
Voltaram-se para suas missões constitucionais, sem a mínima interferência no processo político que aqui se desenvolvia.
Mantiveram-se em silêncio, acompanhando os fatos políticos, alguns bastante perturbadores, sem nenhuma atitude que pudesse ser analisada como intervenção no processo democrático.
Adotaram uma verdadeira lei do silêncio. Um ajuste entre seus chefes, em busca da concórdia e do entendimento.
No corrente ano, entretanto, dois fatos vieram de encontro à atitude das Forças Armadas. O primeiro foi a criação da Comissão da Verdade.
De modo unânime, militares da ativa e da reserva consideraram tal comissão um passo efetivo para atos de revanchismo.
Os seus defensores - alguns deles membros da alta esfera governamental e do Poder Judiciário - já falam em rever a Lei da Anistia, mesmo após o Supremo Tribunal Federal ter confirmado a sua validade.
No escopo de se obter a verdade, essa comissão, para ser imparcial, deveria estudar e analisar não só o ideário político-ideológico, mas também os métodos de atuação de quem optou pela luta armada em todo o mundo.
Que pesquise os manuais das organizações internacionais para constatar a semelhança dos objetivos e métodos das inúmeras e variadas organizações nacionais, inclusive o Manual do Guerrilheiro Urbano, de Carlos Marighella, a cartilha do terrorismo brasileiro.
Os diversos delitos cometidos - assassinatos, atentados, roubos e sequestros - também tiveram, tal como as citadas internacionais, um objetivo único, ou seja, a "derrubada do governo central e a instauração de uma ditadura do proletariado", e não uma democracia, como apregoam seus defensores.
Com tal comissão só existirá uma verdade unilateral.
O segundo fato se refere aos incidentes ocorridos na sede do Clube Militar, no Rio de Janeiro, tão chocantes e tão esclarecedores para todos os militares.
Chocantes porque velhos soldados, ilustres chefes, instrutores, professores e outros de carreira e vida exemplares foram insultados e agredidos por uma turba de radicais com atitudes e impropérios usados pelos grupos extremistas das décadas de 60 e 70.
E esclarecedores porquanto demonstraram que o ódio ideológico e o fanatismo estão novamente presentes em nosso país. Tanto que disse um dos seus líderes: "Somos marxistas radicais".
Seu ideário, seus métodos de atuação e seus ídolos são os mesmos das organizações extremistas do passado. Fazem uso até mesmo de ações de intimidação radicais, como o "escracho", de modo idêntico aos trotskistas e aos nazistas nas décadas de 20 e 30.
Segundo seus integrantes, suas ações visam a defender a "honra" do nosso país perante a comunidade internacional. Definitivamente, não são aptos para tal defesa. A continuar dessa forma, a citada turba poderá vir a ser um celeiro para novos “Araguaias”.
Esses dois fatos atingiram frontalmente os objetivos da Lei da Anistia.
A concórdia e o entendimento foram atitudes adotadas somente pelas Forças Armadas. Em oposição, um segmento sectário e minoritário demonstrou intransigência e intolerância totalitária para com os militares.

Eles não assumiram seus atos e erros. Talvez para criar uma nova História, na qual seus integrantes sejam os grandes heróis.
Talvez para justificar as ações de seus líderes no emprego de jovens em aventuras quixotescas de tomada do poder pela via armada, ou, então, a legitimação das 20 mil indenizações pagas por seus ideais revolucionários.
Não será possível mais aceitar que os "anos de chumbo", expressão de origem italiana tão decantada por esses segmentos minoritários, sejam debitados somente aos atos das nossas Forças Armadas.
Na Itália não houve anistia e terroristas estiveram presos por muitos anos. O caso Cesare Battisti, de rumorosa repercussão mundial, exemplifica o desiderato do governo italiano em punir os que optaram pela luta armada.
As organizações extremistas brasileiras estavam sossegadas na selva do Araguaia ou nos aparelhos urbanos, algumas nos conventos dominicanos. E assistiram a tudo pacificamente, com uma única exceção: as vítimas de sua autoria, algumas assassinadas barbaramente e outras justiçadas covardemente.
Que regime teria sido imposto ao nosso país caso vingasse o ideário radical dessa minoria?
Neste contexto, a palavra dos chefes militares está se fazendo necessária e será um contraponto a possíveis atitudes e ações deletérias, como as agressões no Clube Militar.
O que nós, militares, defendemos não é indisciplina ou qualquer conluio, nem quebra dos princípios democráticos. Uma palavra que não signifique um "mea culpa" ou um pedido de perdão.
Estivemos, no período da guerra fria, em combate bipolarizado, no qual os extremistas foram banidos em todo o mundo em razão de seu objetivo totalitário e único: a ditadura do proletariado. Correremos riscos, mas eles são inerentes ao processo democrático e à nossa profissão.
Não se admite mais este silêncio reinante.
Nas redes virtuais, pela simples leitura de manifestos e artigos oriundos da reserva de nossas Forças Singulares se percebe que estamos num ponto crítico.
A nossa autoestima está em visível declínio, agravada por outros fatores, entre eles os baixos salários de nossos subordinados.
Dissensões poderão surgir, pois a reserva expressa em muito o pensamento dos soldados da ativa.
Possíveis perturbações ou rupturas em nossas Forças trarão repercussões indesejáveis para o nosso país. Não é possível mais calar.
A lei do silêncio deve ser quebrada.                                                                                                          

                                                                                                  Romulo Bini Pereira

                                                                                         Jornal O Estado de São Paulo

                                                                                                 12 de maio de 2013


sexta-feira, 29 de março de 2013

À Nação Brasileira: 31 de março

É com muita honra que faço ecoar no "Logística do Golpe" o texto comemorativo da Revolução Vitoriosa de 31 de março de 1964, redigido pelos Exmos. Srs. Presidentes de nossos Clubes Militares.

A VERDADE JAMAIS SERÁ DETURPADA!
BRASIL PAÍS LIVRE


A História do Brasil registra a participação decisiva das Forças Armadas Nacionais em todas as ocasiões em que, por clamor popular ou respeito à legislação vigente, se fizeram necessárias as suas intervenções, para assegurar a integridade da Nação ou restabelecer a ordem, colocada em risco por propostas contrárias à índole ou ao modo de vida do Brasileiro.
     As Forças Armadas não chegaram agora ao cenário nacional. Estiveram presentes desde o alvorecer da Pátria! Lutaram nas guerras para a consolidação da Independência e garantiram a integridade territorial por ocasião das tentativas separatistas nos primórdios da emancipação! Quando o mundo livre se viu ameaçado pelo totalitarismo nazi-fascista, seus marinheiros, soldados e aviadores souberam combater com dignidade, até o sacrifício, quer na campanha naval do Atlântico Sul, quer nos campos da Itália ou nos céus do Vale do Pó!
     Certamente esta é uma das principais razões pela qual a população brasileira atribui às Forças o maior índice de credibilidade, entre todos os segmentos nacionais que lhe são apresentados.
      Não foi com outro entendimento que o povo brasileiro, no início da década de 1960, em movimento crescente, apelou e levou as Forças Armadas Brasileiras à intervenção, em Março de 1964, num governo que, minado por teorias marxistas-leninistas, instalava e incentivava a desordem administrativa, a quebra da hierarquia e disciplina no meio militar e a cizânia entre os Poderes da República.
     Das consequências dessa intervenção, em benefício da Nação Brasileira, que é eterna, há evidências em todos os setores: econômico, comunicações, transportes, social, político, além de outros que a História registra e que somente o passar do tempo poderá refinar ou ampliar, como sempre acontece.
     Não obstante, em desespero de causa, as minorias envolvidas na liderança da baderna que pretendiam instalar no Brasil, tentaram se reorganizar e, com capital estrangeiro, treinamento no exterior e apoio de grupos nacionais que almejavam empalmar o poder para fins escusos, iniciaram ações de terrorismo, com atentados à. vida de inocentes que, por acaso ou por simples dever de ofício, estivessem no caminho dos atos delituosos que levaram a cabo.
     E que não venham, agora, os democratas arrivistas, arautos da mentira, pretender dar lições de democracia. Disfarçados de democratas, continuam a ser os totalitários de sempre. Ao arrepio do que consta da Lei que criou a chamada “Comissão da Verdade”, os titulares designados para compô-la, por meio de uma resolução administrativa interna, alteraram a Lei em questão limitando sua atividade à investigação apenas de atos praticados pelos Agentes do Estado, varrendo “para debaixo do tapete” os crimes hediondos praticados pelos militantes da sua própria ideologia.
     É PARA AQUELES CUJA MEMÓRIA ORA SE TENTA APAGAR DA NOSSA HISTÓRIA E QUE, NO CUMPRIMENTO DO DEVER OU EM SITUAÇÃO DE TOTAL INOCÊNCIA, MILITARES OU CIVIS, FORAM, CRIMINOSAMENTE ATINGIDOS PELOS INIMIGOS DA NAÇÃO, QUE OS CLUBES NAVAL, MILITAR E DE AERONÁUTICA, REPRESENTANDO SEUS MILHARES DE SÓCIOS, OFICIAIS DA ATIVA E DA RESERVA E SEUS FAMILIARES, RENDEM, NESTA DATA, SUA HOMENAGEM E RESPEITO!

Rio de Janeiro, 31 de Março de 2013

GEN EX RENATO CESAR TIBAU DA COSTA
Presidente do Clube Militar
V ALTE RICARDO ANTONIO DA VEIGA CABRAL
Presidente do Clube Naval
TEN BRIG-DO-AR IVAN MOACYR DA FROTA
Presidente do Clube de Aeronáutica

Os Radicais do Poder e a Reforma Cultural em Curso – por Bruno Garschagen


Anos atrás, quando li “Radicais nas Universidades: Como a Política Corrompeu o Ensino Superior nos Estados Unidos da América”, do sempre excelente Roger Kimball, a narrativa de como as universidades americanas começaram a ser convertidas ideologicamente a partir dos anos 1960 parecia também expor o fenômeno de aparelhamento das universidades brasileiras no mesmo período. Lá e aqui, as escolhas intelectuais e o direcionamento político, assim como a definição ideológica de critérios acadêmicos, passaram a ditar as regras, principalmente, nos departamentos de ciências humanas.

Aparelhar as universidades brasileiras durante o regime militar foi uma estratégia genial das esquerdas nativas. Poderiam de lá não apenas dominar a investigação e orientar as perspectivas de análise da política e da economia, como também formar as gerações de professores, intelectuais, artistas, políticos, que transformariam a cultura e a mentalidade nacional. Bastavam construir um programa curricular ideológico, baseado numa bibliografia que sustentasse esta cosmovisão, e ensinar a gerações de alunos determinados fatos e abordagens como sendo verdades universais e absolutas.


Livros, autores e abordagens críticas a esta visão de mundo eram simplesmente atacados sem sequer serem apresentados adequadamente. Uma simples consulta na bibliografia dos cursos de humanas das universidades mostra claramente a posição ideológica escolhida. Outra consulta, dessa vez no banco de teses da principal universidade pública, a USP, pode ser uma experiência esclarecedora no que tange à preferência acadêmica pelos autores e pensamento de esquerda.

Este sistema se revelou tão eficaz que com o passar dos anos nem era mais preciso dizer aos alunos o que se deveria ler ou pensar, e como reagir contra os inimigos e quais teorias e ideologias deveriam ser combatidas e eliminadas. Cumpria-se, assim, mais uma etapa da revolução cultural gramsciana de conquista da hegemonia que permitiria a condução imperceptível ao poder.

Explica-se também daí o fato muito comum de, por exemplo, professores e alunos dos cursos de história, ciências sociais e políticas, economia, terem um discurso pronto contra certas ideias e autores sem nunca terem lido uma linha sequer sobre os objetos da crítica virulenta. E a postura agressiva igualmente se manifesta para defender os ideólogos e intelectuais que expuseram e legitimaram essa cosmovisão em diversas esferas do pensamento.

Num artigo publicado em 1916, o intelectual comunista Antonio Gramsci escreveu que a afirmação e difusão vigorosa e enérgica pelo partido do “princípio geral da cultura, seja elementar, profissional ou superior” tinha sido mais eficiente para a causa na Itália do que se tivesse definido um programa escolar. “Podemos afirmar que a diminuição do analfabetismo na Itália não se deve tanto às leis sobre o ensino obrigatório quanto à vida espiritual, ao sentimento de certas determinações necessárias à vida interior, que a propaganda socialista soube suscitar nos estratos proletários do povo italiano”. No Brasil, como na Itália, as maiores vítimas intelectuais não foram tanto os proletários, que, afinal, precisavam trabalhar e eram detestados pelas elites comunistas ao redor do mundo, mas os estudantes.

A situação, porém, começa a mudar. Já se verifica nos departamentos de humanas de várias universidades grupos de professores e de alunos que de alguma forma escaparam da doutrinação – nas escolas de ensino fundamental e médio a situação é mais ou menos grave a depender da escola e do material didático utilizado, com erros de apresentação e de análise histórica grosseiros, isto quando a doutrinação não é explícita, como revela com frequência o site Escola sem Partido. São grupos ainda minoritários, mas cada dia mais organizados e ativos.

Há 10 anos escrevi um texto dizendo que vivíamos no Brasil um período de transição cujos resultados mais evidentes apareceriam entre 20 e 30 anos. Não era qualquer exercício insensato de adivinhação ou uma aposta tola naquilo que era uma mera e certamente otimista possibilidade futura. Era uma observação mais ou menos convicta diante daquilo que eu via nitidamente em parte da minha geração e numa parcela das gerações anteriores.

Os assuntos, livros e autores lidos, discutidos e divulgados eram diferentes daqueles que fizeram a cabeça e construíram a mentalidade dos que estavam no poder político, acadêmico e cultural, e os que estavam em vias de conquistá-lo. As vacas sagradas deixavam de ser sagradas; a uniformidade bibliográfica fora desnudada; uma determinada mentalidade era exposta e combatida; a perspectiva uníssona fora desafiada; começa a terminar, afinal, a solidão estéril do pensamento único. E os primeiros efeitos desse momento de transição, acredito, começam a aparecer. E não só no Brasil.

A internet tem sido um instrumento valioso nessa mudança por permitir o acesso à informação, a difusão de ideias e a formação de uma cada vez mais colaborativa rede de contatos. Pequenas, médias e grandes editoras têm publicado livros que anos atrás seriam impensáveis no mercado editorial brasileiro. E o têm feito porque se formou um mercado para isso. Junto com os institutos liberais e conservadores que foram criados nos últimos anos e têm desenvolvido um trabalho fantástico, as ações individuais que têm desafiado o status quo possuem uma vantajosa característica que pode ser classificada como alternativa, diria mesmo reformadora, e não revolucionária. A vantagem da reforma sobre a revolução é agir de forma quase silenciosa, sem estrondo, e assim dificultar, de certa forma, a reação dos adversários. A outra, na esfera pública, é ter um aspecto muito mais simpático por recusar a imposição violenta do que quer que seja; a arma é a persuasão militante e eficaz.

Essa faceta revolucionária seduziu e corrompeu o espírito juvenil de brasileiros de diferentes classes sociais e idades ao longo de décadas. A juvenilidade intelectual e moral são uma doença que abre rachaduras no indivíduo e permite a entrada do recheio revolucionário. E, nesse sentido, não há melhor instrumento para fazê-lo do que o ensino.

Outro traço da mudança em curso foi a reação pública à morte do historiador inglês Eric Hobsbawm. Até a década de 1990, o falecimento de Hobsbawm, convertido em autor obrigatório nos cursos de história, seria uma mais uma oportunidade para que o pensamento dominante celebrasse seu trabalho intelectual e a sua posição política virtuosa em defesa do socialismo. No máximo, uma ou outra reação localizada. Dessa vez, não foi o que aconteceu.

Nos jornais, blogs e redes sociais foram vários os textos publicados com críticas mais ou menos fundamentadas e sensatas, e mais ou menos agressivas, contra Hobbsbawn  e seus livros, e as hagiografias e artigos mais ou menos sensatos que tentavam salvar a reputação desse ícone da esquerda no âmbito da história e nos departamentos de humanidades. A Veja, a revista de maior influência e circulação do país, publicou um texto extremamente crítico sobre as escolhas política, moral e intelectual do historiador, e o recorte ideológico que realizou em suas obras.

Ao se darem conta de que a época do pensamento único, pelo menos daquele exposto publicamente, já não mais existia, alguns reagiram furiosamente e o cadáver de Hobsbawn foi agitado em praça pública como naqueles cortejos furiosos em que se celebram os cadáveres dos terroristas islâmicos. Algumas foram embaraçosas, como a nota divulgada pela Associação Nacional de História (ANPUH) contra outro texto publicado no site da Veja. As críticas a Hobsbawm pareceram mais ofensivas aos seus defensores do que se lhes fossem insultadas as respectivas progenitoras.

O caso do historiador inglês foi apenas mais um exemplo da histeria usada como pretexto para atacar os alvos usuais: o neoliberalismo, o conservadorismo, a mídia golpista, as elites e, mais recentemente, os institutos liberais. Em suma, uma reação contra toda e qualquer manifestação desagradável ao status quo cultural a que estavam acostumados e confortavelmente instalados.

Mudanças culturais permitem que a sociedade percebam com mais nitidez a correção de determinadas ideias e a falácia e perigo de suas concorrentes ou adversárias. Num ambiente em que a pluralidade de ideias seja uma realidade cultural, a existência e a defesa explícita do pensamento de esquerda é ótimo para expor suas fragilidades e inconsistências diante dos pensamentos conservador e/ou liberal.

Nesse sentido, ocupar posições é fundamental, na cultura, na política, no mercado e especialmente nas universidades públicas. Continua sendo absurdo pensar, por exemplo, que cursos de economia de faculdades importantes tenham em seus quadros professores antimercado.

Se há atualmente um início de debate mais ou menos contundente, embora ainda teoricamente pobre e frágil, entre conservadores e liberais, também este é um sinal de mudança com possibilidade de amadurecimento para algo mais substantivo no futuro. É preferível que haja um ambiente no qual liberais e conservadores possam dialogar e discutir as suas diferentes concepções éticas, morais, políticas e econômicas, e concorrerem politicamente, do que a atual dominação cultural, política e econômica alicerçada numa ideologia extremamente maléfica para a sociedade.

Este não é um texto de fundo otimista. Sei bem que a dominação dessa ideologia e mentalidade é um dado concreto e a sua influência ainda é gigantesca nas diversas esferas de poder e camadas sociais. Se estamos mesmo no curso de um processo de mudança, as poucas conquistas políticas e culturais registradas não farão qualquer diferença se os seus fundamentos teóricos não forem desenvolvidos, difundidos e protegidos contra os ataques sistemáticos dos adversários e inimigos declarados da liberdade.

Bruno Garschagen
Jornalista
19 de outubro de 2012

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A Tentação totalitária - por Andrew Nagorski

A leitura do texto abaixo vai possibilitar uma abertura nos horizontes de pensamento de todos. O autor, Andrew Nagorski, comenta o livro Diabo na História (The Devil in History) do cientista político Vladimir Tismaneanu. O texto é interessante desde que apresenta as semelhanças entre dois regimes totalitários que marcaram o século XX e a ameaça às liberdades que ainda fazem na figura de seus herdeiros modernos. Boa leitura.


"Uma noite em junho de 1940, uma multidão animada em Berlim aguardava a chegada de Adolf Hitler na ópera. O exército alemão ia conquistando vitória após vitória na Europa na época, e quando o ditador finalmente entrou na sala, o público saudou com gritos apaixonados de "Sieg Heil!" "Heil Hitler!" e "Fuehrer Heil!”.
Com o Pacto de não agressão Nazista-Soviético em 1939 ainda em vigor, um dos participantes naquela noite era Valentin Berezhkov, um intérprete para Stalin.
"Como eu estou vendo tudo isso", lembrou em suas memórias: "Eu estou pensando em mim mesmo – e o pensamento me assusta – como muito que há em comum entre este acontecimento e os nossos congressos e conferências, quando Stalin faz a sua entrada no salão. A mesma estrondosa, interminável ovação de pé. Quase os mesmos gritos histéricos de “Glória a Stalin” “Glória a nosso líder””.

Os paralelos entre o comunismo e o fascismo têm sido notados muitas vezes alimentando debates intermináveis sobre os movimentos, se eram fundamentalmente semelhantes ou diferentes. O Diabo na História (The Devil in History), um novo livro do cientista político Vladimir Tismaneanu, apresenta uma perspectiva genuinamente nova sobre este tema, tirando lições duradouras e horripilantes das experiências com o totalitarismo no século passado.

Em vez de escrever um tratado histórico, Tismaneanu produziu "uma interpretação político-filosófica de como aspirações utópicas maximizadas podem levar aos pesadelos de campos soviéticos e nazistas personificados por Kolyma e Auschwitz." Impulsionada pela jornada intelectual pessoal do autor, o livro é um longo ensaio que analisa as interpretações e evolução do comunismo e do fascismo.

Tismaneanu toca em tantas questões que não consegue fornecer todas as respostas. Mas ao fazer isso, ele revigora importantes debates sobre não apenas as ideologias passadas mas também as atuais e futuras. O animus para o liberalismo moderno, que ele encontra na raiz de ambos, antes movimentos totalitários, não desapareceu, e que o mundo liberal de hoje deve permanecer alerta para as suas manifestações contemporâneas.

Onde a esquerda encontra a direita

Muitos intelectuais, que passaram boa parte de suas vidas por trás da Cortina de Ferro, acabaram acreditando que o comunismo e o fascismo eram basicamente iguais. Depois de começar sua carreira pós-guerra como um membro do Partido Comunista da Polônia, por exemplo, o filósofo Leszek Kolakowski emigrou para o Ocidente em 1968. Ele finalmente convenceu-se de que todos os movimentos que proclamam visões utópicas, incluindo o comunismo, eram incorrigivelmente malévolos. A lógica de Kolakowski era simples e direta: o problema com essas ideologias era que eles baseavam sua legitimidade em reivindicações de possuir a definição de "verdade", e como Kolakowski, explicou: "Se você se opõe a tal estado ou sistema, você é um inimigo da verdade”. Sob o comunismo, os inimigos eram principalmente definidos pela classe; sob o fascismo, eram geralmente definidos pela raça. Mas em ambos os casos, o resultado foi o mesmo: o Estado deve eliminar impiedosamente seus adversários ideológicos, juntamente com qualquer pessoa considerada simpática a eles em qualquer pensamento ou ação. A elasticidade infinita da categorização dos inimigos é a responsável ​​pelos assassinatos em massa executados em ambos os sistemas.

A desilusão gradual Tismaneanu com o comunismo certamente se espelhou na de Kolakowski, que Tismaneanu considerava um de seus padrinhos intelectuais. Mesmo as passagens mais densas da escrita Tismaneanu sobre teoria política são infundidas com a paixão de alguém que viveu e respirou o assunto. Seus pais, comunistas romenos convictos, lutaram ao lado das Brigadas Internacionais antifascistas na Guerra Civil Espanhola. Mas, como a vida adolescente sob as restrições do comunismo romeno na era década de 1960, Tismaneanu começou a ver para o que era o sistema político de seu país, e começou a ler, furiosamente, os livros proibidos de escritores como Kolakowski, como o dissidente iugoslavo Milovan Djilas, e os do filósofo e jornalista francês Raymond Aron.  "Confrontado com as loucuras grotescas do comunismo dinástico de Nicolae Ceausescu", Tismaneanu explica, "eu percebi que eu estava vivendo em um regime totalitário dirigido por um líder delirante". Após a morte de seu pai, em 1981, o Tismaneanu, com 30 anos de idade, aproveitou uma viagem com sua mãe a os locais de antigas batalhas na Espanha para fugir de sua terra natal.

Tismaneanu explica a longa história de negação sobre a completa dimensão dos crimes do comunismo, destacando seus líderes e renomados teóricos "como progressistas, antiimperialista, e, mais importante ainda, antifascista." Embora a filosofia apresentada seja fundamentalmente falha (ultimamente, serve como uma desculpa para a destruição do pensamento independente) fingindo ser humana e sacrificando o indivíduo para o bem das massas. E assim por décadas, mesmo após os expurgos, da fome e da execução de milhões de pessoas, pessoas inteligentes continuam a fazer apologia a Lenin, Stalin e Mao.

Ser o comunismo uma doutrina aparentemente coerente ajuda explica a relutância de muitos na esquerda em abandonar seu fascínio e seus ideais utópicos. Não sendo até o final dos anos 1960 e início de 1970 que a maioria dos intelectuais de esquerda começou a aceitar que o comunismo estava irremediavelmente com defeito. O ano de 1968 foi um divisor de águas, quando o regime comunista da Polônia suprimia uma onda de protestos estudantis e do Kremlin enviou tanques para a Tchecoslováquia a fim de esmagar os reformistas da Primavera de Praga, que tentavam introduzir o "socialismo com face humana". Como Tismaneanu aponta, "O movimento de 1968 foi uma bênção disfarçada, porque através de suas falhas ele revitalizou liberalismo". Por meados dos anos 1980, a crença de que o comunismo poderia ser reformado foi largamente desacreditada. "Qual é a relação entre democracia e socialismo democrático?" perguntaram brincando aos membros do movimento Solidariedade da Polônia. "O mesmo que entre uma cadeira e uma cadeira elétrica."

O Nazismo, em contraste, atraiu alguma admiração do exterior na década de 1930, quando Hitler parecia estar realizando milagres econômicos destacando e restaurando a importância da Alemanha, mas qualquer simpatia mais ampla se evaporou rapidamente quando veio à tona a hediondez dos crimes nazistas. A principal razão para isso foi que, ao contrário do comunismo, o nazismo era desprovido de conteúdo intelectual. Comunistas podem ter endeusado seus líderes, mas eles também possuíam uma ideologia bem estabelecida; nazistas só tinham der Führer, cujo apelo pessoal não sobreviveu a sua morte.

Com certeza, o partido de Hitler estava supostamente enraizado em um conjunto de idéias políticas, mas como Tismaneanu aponta, "Seria impossível falar seriamente sobre a filosofia nazista". O pretexto de uma ideologia coerente foi fácil de expor. A correspondente estrangeira Dorothy Thompson, norte-americana, quando entrevistou Hitler em novembro de 1931, interpretou completamente errado as perspectivas políticas de Hitler, mas ela conseguiu entender uma coisa certa: "Tirando os judeus do programa de Hitler, a coisa toda ... desaba" Sem anti-semitismo, os nazistas não tinham nada para justificar sua existência.

Adeus Lênin

A principal exceção à tendência de crescente desilusão com o comunismo estava no próprio Kremlin, onde no final de 1980, o grupo em torno do recém-instalado secretário-geral, Mikhail Gorbachev, ainda acreditava que a salvação poderia vir através de uma reforma. Essa crença logo se provou ilusória, mas desempenhou um papel crucial ao incentivar a tolerância de Gorbachev com a dissidência mais do que qualquer dos seus antecessores. Através de seus esforços malfadadas para consertar um sistema finalmente condenado, Gorbachev, involuntariamente, cedeu o espaço político necessário para que, a plenos pulmões, as forças de oposição para ganhar intensidade por todo o império soviético que se desintegrava.

Esses movimentos de oposição compartilhavam um objetivo comum: expor as falácias da perversão comunista da verdade. Era um compromisso, como colocava o slogan do movimento Solidariedade na Polônia, afirmando que "dois mais dois sempre será igual a quatro." Em seu primeiro ensaio de 1979 "O poder dos sem poder" (The Power of the Powerless), o dissidente tcheco Vaclav Havel tinha argumentado que não há um exemplo mais potente da dissidência que os cidadãos comuns recusando-se a participar de rituais vazios e invocando a coragem de falar honestamente sobre o presente e o passado. Central a esses esforços para "viver na verdade", como denominou Havel, foi desbancar o mito de um leninismo puro - a noção de que Stalin tinha sequestrado e deformado um movimento essencialmente decente. Esta foi a linha apresentada pelo premiê soviético Nikita Khrushchev em seu chamado discurso secreto, apresentado em uma sessão fechada do Partido Comunista Soviético, em 1956. Khrushchev denunciou os crimes de Stalin e seu "culto da personalidade", mas defendeu que estes eram produtos do despotismo de um só homem, e não o resultado natural de um sistema fundamentalmente falho.

Durante os anos 1980, no entanto, cada vez mais adversários do domínio soviético se convenceram de que Lênin era tão culpado quanto Stalin. "O problema com o leninismo", explica Tismaneanu, "era a santificação dos últimos fins, e, portanto, a criação de um universo amoral em que os crimes mais terríveis podem ser justificados em nome de um futuro radiante." Esse universo encontrou sua expressão mais horrível sob Stalin, mas já existia sob Lênin também. Houve uma continuidade entre os primeiros dois líderes da União Soviética, e não uma divergência.

Um universo amoral comparável, é claro, existia sob Hitler. Na verdade, o ditador nazista admitiu abertamente que ele tinha aprendido a partir de métodos bolcheviques. Esta semelhança corrobora a conclusão mais valiosa de Tismaneanu: mais importante do que as batalhas entre o comunismo e o nazismo eram "suas ofensivas conjuntas contra a modernidade liberal". O Pacto de Não Agressão Nazista-Soviético não deveria ter chocado o Ocidente tanto quanto ele fez. Mesmo retoricamente, o comunismo e o fascismo eram semelhantes em seu desdém para tendências consideradas decadentes e burguesas, como a crença nos valores democráticos, eleições justas e liberdades pessoais.

A fim de cumprir as suas missões messiânicas, ambos os movimentos insistiam que o indivíduo serve ao Estado, ao governante, e à ideologia - e nada mais. Neste contexto, o pensamento individual, ou qualquer noção de consciência pessoal, tornou-se subversivo por definição. É este denominador comum que explica os caminhos similares a Kolyma e Auschwitz. Certamente, em sua ênfase na produção em massa, os dois sistemas eram modernos, mas quando se tratava de como eles trataram seu povo, eles estavam pior do que no período medieval.

Combate à liberdade

Hoje não existem ameaças da mesma escala dos dois gigantes totalitários do século passado. Mas ainda há uma abundância de forças planejando novas ofensivas contra a modernidade liberal, muitas vezes invocando de uma forma muito familiar teorias conspiratórias para justificar a destruição de seus inimigos. Os principais adversários do liberalismo hoje são grupos terroristas como a Al-Qaeda e os Talibãs, que afirmam como os nazistas e os soviéticos, antes deles, que o caminho para a purificação é através da violência ilimitada. A principal lição do século passado, tal como enunciado por Tismaneanu, é a necessidade de lutar contra todos os movimentos que "ditam que os seguidores devem renunciar a suas faculdades críticas para abraçar uma pseudo-milagrosa, visão ... delirante de felicidade obrigatória."

Outra lição central é que os defensores do liberalismo devem demonstrar continuamente a coragem de suas convicções. Assim como os resultados das lutas do século passado estavam longe de ser inevitáveis, não há nada pré-determinado sobre o resultado das lutas atuais contra os movimentos radicais, qualquer que seja o disfarce que possam assumir ideologia ou pseudo-religião. "O futuro é sempre impregnado de mais de uma alternativa", Tismaneanu observa. "Em outras palavras, não há nenhum determinismo que blinde uma forma de governo na história a humanidade."

A sorte desempenha um papel, é claro: Se Hitler fosse morto a tiros durante a Intentona da Cervejaria em 1923, por exemplo, em vez do companheiro com quem estava marchando de braços dados, os nazistas provavelmente nunca teriam subido ao poder. Mas, assim como o aconteceu no passado, o futuro da liberdade vai depender do tipo de determinação demonstrada por aqueles que desafiaram os regimes comunistas da Europa Oriental, mesmo quando as chances pareciam irremediavelmente pequenas. E o liberalismo será sempre ameaçado pelo tipo de abdicação do dever moral, visível no apaziguamento do Ocidente, depois de Hitler e seus primeiros atos de agressão.

Sistemas políticos construídos sobre os princípios de participação democrática, de tolerância e dos direitos individuais terão sempre de enfrentar desafios, e os seus apoiadores nunca podem tornar-se complacentes. A lição mais duradoura do século XX é que os defensores do liberalismo não podem vacilar em seu compromisso com esses ideais, mesmo que o custo de protegê-los venha a ser extremamente elevado."

Andrew Nagorski
escritor
Janeiro / Fevereiro de 2013

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

DILMA E SUA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA POLOP (POLÍTICA OPERÁRIA) - por José Cardoso Lira


A Política Operária de Dilma, (POLOP) foi uma organização criminosa de esquerda, contrária à linha do Partido Comunista Brasileiro e que deu origem a várias outras organizações terroristas como:
Comando de Libertação Nacional (COLINA);
Vanguarda Popular Revolucionária (VPR);
Partido Operário Comunista (POC);
Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-PALMARES);
Organização de Combate Marxista-Leninista-Política Operária (OCML-PO), também muito conhecida como "NOVA POLOP", esta com características de exacerbada violência e selvageria, deixou um legado de milhares de assassinatos;
Movimento Comunista Revolucionário (MCR) Assassinos cruéis;
Movimento de Emancipação do Proletariado (MEP) Coletivo Marxista. Também com um legado de muitos assassinatos.

Suas sujas e estúpidas raízes estão na Juventude Socialista do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que formou a Organização Revolucionária Marxista - Política Operária (ORM-POLOP) em fevereiro de 1961, a partir da fusão com círculos de digamos "estudantes criminosos" provenientes da 'Mocidade Trabalhista' de Minas Gerais, da Liga Socialista de São Paulo, simpatizantes de Rosa Luxemburgo, alguns trotskistas, Marxistas e dissidentes do PCB do Rio de Janeiro, São Paulo Minas e Espírito Santo. Alguns dos seus desnorteados e estúpidos fundadores foram os "intelectuais" Theotonio dos Santos, Ruy Mauro Marini, ambos da Mocidade Trabalhista, Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira e Paul Singer, estes do PSB. Na verdade eram assassinos cruéis.

Já em 1964, depois do golpe que derrubou o governo do presidente João Goulart, a POLOP tentou articular uma guerrilha contra o regime militar, no Vale do Rio Doce, mas foi abortada ainda na fase de planejamento, em Copacabana, pelo Centro de Informações da Marinha (CENIMAR). Esse projeto de guerrilha no Vale do Rio Doce, deu origem, em 1967, à chamada Guerrilha do Caparaó, liderada por militantes do Movimento Nacionalista Revolucionário (MNR).

Foi a partir desse mesmo ano que uma cisão da POLOP, comandado pela Dilma/Vanda, deu origem ao COLINA, em Minas Gerais, enquanto, em São Paulo, uma "ala esquerda" da organização uniu-se a militantes remanescentes do MNR para constituir a VPR. Seu legado foram: muitos assaltos, roubos, sequestros e milhares de assassinatos inclusive de militares.

Em 1969, remanescentes da VPR e do COLINA se uniram para formar a VAR-PALMARES. Por fim, os militantes restantes se aproximaram da Dissidência Leninista e Marxista do PCB, no Rio Grande do Sul, para criar o Partido Operário Comunista (POC). Também com um legado de muitos crimes, assassinatos e tráfico de todos os tipos.

Em abril de 1970, alguns integrantes desta quadrilha de bandidos, desligou-se do POC para voltar a constituir a POLOP, passando a digamos "condenar" as ações armadas e realizar um trabalho doutrinário junto aos operários e rebatizando sua organização como Organização de Combate Marxista-Leninista - Política Operária (OCML-PO).

No exílio, a OCML-PO editou, durante certo tempo, a revista de debates teóricos Brasil Socialista/ Marxista, em conjunto com a Ação Popular (AP) Socialista e o MR-8, do abominável Franklin Martins, hoje um dos palhaços do Planalto mais primitivo e selvagem.

Finalmente, em 1976, o MEP surgiu a partir de um grupo carioca da POLOP, denominado Fração Bolchevique. É importante dizer que: A Dilma/Vanda ou Estela, esteve no comando, de quase todas essas organizações criminosas. Isto é fato verossímil. É história recente do Brasil.

Hoje os líderes e bandidos dessas quadrilhas estão quase todos no desgoverno do Molusco Silva, querendo se perpetuar no poder. O PT é oriundo de todos esses grupos criminosos e ainda traz em si o DNA da guerrilha, da corrupção, do crime organizado e muitos outros......
ACORDA BRASIL.
SALVAR O PAÍS É DEVER DE TODAS AS PESSOAS DE BEM DA NAÇÃO BRASILEIRA.
ACORDA FFAA.
SE LIGA BRASIL.

José Cardoso Lira
Blog: Visão Militar
20 de outubro de 2010

http://cardosolira-cardoso.blogspot.com.br/2010/10/dilma-e-sua-organizacao-criminosa-polop.html